Jornal do Commercio
Rio de Janeiro

Uma das Sete Maravilhas do Mundo, Cristo Redentor completa 87 anos

A programação das comemorações começou nessa quinta-feira (11) com uma vigília de oração e continua, nesta sexta-feira

Publicado em 12/10/2018, às 08h11

O tamanho é equivalente a um edifício de 13 andares / Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O tamanho é equivalente a um edifício de 13 andares
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Agência Brasil

De braços abertos, o Cristo Redentor, abençoa a cidade do Rio de Janeiro, do alto do Morro do Corcovado, no Parque Nacional da Tijuca, desde 12 de outubro de 1931, dia em que o monumento foi inaugurado, pelo presidente Getúlio Vargas. De lá, até os dias atuais, a imagem se transformou em um dos mais conhecidos pontos turísticos do mundo e foi considerado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio da Humanidade. Em 2007, foi declarado uma das Sete Maravilhas do Mundo. Nesta sexta-feira (12), o monumento completa 87 anos.

Aniversário

A programação das comemorações começou nessa quinta-feira (11) com uma vigília de oração e continua, nesta sexta-feira com a bênção, pelo reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar Raposo, com a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Das 9h às 18h, o projeto Ação de Amor do Cristo Redentor, no Parque do Flamengo, próximo ao Marco Zero, vai oferecer serviços de esporte, lazer, cultura, saúde, educação e assistência. Às 18h30, o presidente Michel Temer participa da celebração da Missa do Dia de Nossa Senhora Aparecida, no monumento no alto do Corcovado.

Construção

A construção do monumento não foi fácil e levou muito tempo. A história da estátua de estilo art déco teve início em 1859 com uma ideia do padre francês Pierre-Marie Boss, capelão da Igreja do Colégio Imaculada Conceição, de instalar um monumento religioso, no topo do Corcovado, um morro com 710 metros de altura.

O local não foi consenso dentro da Igreja Católica. Uma corrente preferia que fosse no Pão de Açúcar, outro cartão-postal do Rio. A discordância foi resolvida por uma comissão em 1921 e, finalmente, no ano seguinte, foi escolhido o projeto do engenheiro e construtor Heitor da Silva Costa, que chamou o desenhista italiano Carlos Oswald, o escultor francês de origem polonesa, Paul Landowski e o calculista Albert Caquot para integrar a equipe. O escultor foi responsável pela produção da cabeça e das mãos do Cristo, feitas na França e trazidas em partes para o Brasil.



Os primeiros desenhos mostravam a imagem do Cristo carregando uma cruz na mão esquerda. O traçado foi mudando até chegar a do Cristo de braços abertos simbolizando uma cruz. A construção começou em 1926 e consumiu 2.500 contos de réis, a maior parte arrecadada em contribuições por meio de campanha lançada pela Igreja.

O monumento

Construído em pedra sabão com a montagem de milhares de triângulos, o Cristo Redentor tem 38 metros de altura, sendo oito de pedestal. O tamanho é equivalente a um edifício de 13 andares. O comprimento da cabeça é de 3 metros e 75 centímetros, com peso de 30 toneladas. Cada mão mede 3 metros e 20 centímetros, pesando 8 toneladas.

Reformas

A primeira reforma ocorreu em 1980 para a primeira visita do papa João Paulo II ao Brasil. Dez anos depois, uma nova reforma, mais complexa, demorou sete meses para ser concluída e consumiu US$ 2 milhões e foi patrocinada pela Rede Globo e a Shell. Em 2014, o santuário passou por mais um restauro. Dessa vez, para recompor três dedos da mão direita e detalhes na cabeça que foram atingidos por raios.





Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Copa América no Brasil Copa América no Brasil
Confira a relação da Copa América com o Brasil, o histórico e detalhes da edição deste ano, na qual a seleção terá que se virar sem Neymar, cortado do torneio. Catar e Japão participam como convidados
O nome dele era Gabriel Diniz O nome dele era Gabriel Diniz
José Gabriel de Souza Diniz, o Gabriel Diniz, ou simplesmente GD como os fãs o chamavam, morreu precocemente, aos 28 anos, em um acidente com um pequeno avião no litoral sul de Sergipe ocorrido na segunda-feira, 27 de maio de 2019.
Conheça o udigrudi pernambucano Conheça o udigrudi pernambucano
O udigrudi pernambucano reuniu um grupo de talentosos jovens músicos que, na primeira metade dos anos 70, gravou discos absolutamente não comerciais, fez rock and roll na terra do frevo, produziu festivais, insistiram na permanência do sonho.

    SIGA-NOS

    LICENCIAMENTO

  • Para solicitação de licenciamento, contactar editores@ne10.com.br

Jornal do Commercio 2019 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE |

PRIVACIDADE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM