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DENÚNCIA

Mulher diz ter sido baleada e atirada da ponte por João de Deus

Por se tratar de uma ocorrência antiga, o crime prescreveu e o médium não pode ser levado à Justiça por tentativa de homicídio

Publicado em 25/03/2019, às 15h39

Segundo a declaração, João de Deus teria usado uma caminhonete para levar a vítima até uma ponte na cidade vizinha de Alexânia, em uma área rural. Lá, o médium teria estuprado a jovem / Foto: AFP
Segundo a declaração, João de Deus teria usado uma caminhonete para levar a vítima até uma ponte na cidade vizinha de Alexânia, em uma área rural. Lá, o médium teria estuprado a jovem
Foto: AFP
Estadão Conteúdo

Uma mulher declarou ter sido estuprada, baleada três vezes e atirada de uma ponte pelo médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, preso em 2018 sob acusação de abusos sexuais. O caso foi divulgado neste domingo, 24, pelo programa "Fantástico", da TV Globo.

À TV, a mulher disse que o caso aconteceu em 1973, quando tinha 17 anos. Na época, ela acompanhava uma tia que fazia tratamento espiritual na Casa de Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO). Por se tratar de uma ocorrência antiga, o crime prescreveu e o médium não pode ser levado à Justiça por tentativa de homicídio.

Segundo a declaração, João de Deus teria usado uma caminhonete para levar a vítima até uma ponte na cidade vizinha de Alexânia, em uma área rural. Lá, o médium teria estuprado a jovem. "Quando ele praticou ato sexual comigo, eu comecei a ter uma hemorragia muito forte", disse à TV.

O médium teria ficado assustado com o sangramento, sacado uma arma e disparado três vezes contra a vítima, que foi atirada da ponte em seguida. Mesmo ferida, a mulher teria gritado por socorro e foi resgatada por um pescador.



Uma bala permanece alojada no pescoço da vítima, que teve medo de denunciar o caso na época, segundo a reportagem. "Aquilo é um tiro que quebrou todos os meus dentes", afirmou. "Ele não é uma pessoa de Deus. Ele não é de Deus. Eu sou uma pessoa traumatizada."

Acusação de homicídio

Também de acordo com o "Fantástico", o suposto envolvimento de João de Deus no homicídio de uma alemã de 65 anos, em 2006, não foi alvo de investigação. A mulher teria sido assassinada com um tiro no queixo após acusar o médium de charlatanismo. O autor do crime nunca foi identificado.

À TV, o advogado de João de Deus, Alberto Zacharias Toron, disse receber com "absoluta surpresa" as acusações e negou a participação do médium. "Tem muita gente falando coisa sem a menor prova."




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