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CANONIZAÇÃO

Irmã Dulce, a santa brasileira

A freira baiana será canonizada pelo Papa Francisco no dia 13 de outubro, no Vaticano

Publicado em 04/10/2019, às 13h30

Dona de uma simplicidade sem igual, Irmã Dulce nunca quis láureas para si, nem buscou a imagem de santa / Foto: Divulgação/Osid
Dona de uma simplicidade sem igual, Irmã Dulce nunca quis láureas para si, nem buscou a imagem de santa
Foto: Divulgação/Osid
JC Online

Nascida em Salvador em 26 de maio de 1914, a freira Maria Rita Lopes Pontes, a Irmã Dulce será canonizada pelo Papa Francisco no dia 13 de outubro, no Vaticano.  O processo de canonização da baiana foi iniciado em janeiro de 2000 e ela teve seu primeiro milagre reconhecido pela Santa Sé em 2003, pelo então papa João Paulo II.

Em abril de 2009, o papa Bento XVI concedeu à freira baiana o título de Venerável, tornando-a “Bem-aventurada Dulce dos Pobres”. Dois anos depois, em uma cerimônia religiosa que reuniu 70 mil pessoas em Salvador, Irmã Dulce foi beatificada.

 

Conhecida como "anjo bom da Bahia", a religiosa nascida em uma família rica, filha de um cirurgião-dentista, neta de um político advogado, Irmã Dulce quebrou os estereótipos deixando tudo para viver uma vida dedicada a outras pessoas. Para ela, no mundo não deveria existir sofredores.

A devoção na assistência dos mais pobres começou ainda na infância da próxima santa brasileira, que costumava visitar comunidades carentes e ajudar pobres e doentes na porta da casa onde morava com sua família.

Irmã Dulce concluiu os estudos aos 18 anos, quando se tornou professora, mas ao optar pela vida religiosa, ingressou como noviça na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, em São Cristóvão, Sergipe.  Cerca de um ano depois, quando foi consagrada freira, escolheu o nome Irmã Dulce em homenagem a sua tia. 

Ao iniciar seu trabalho de missão humanitária, foi enviada de volta a Salvador, sua terra natal, onde passou a atuar no Sanatório Espanhol. A partir daí, não mais parou o seu trabalho voltado aos menos favorecidos.



Simplicidade

Dona de uma simplicidade sem igual, Irmã Dulce nunca usava perfume. Não gostava de nada que atraísse atenção para si. Ainda assim, há quem diga que ela tinha um cheiro próprio: algo que lembrava jasmim, talvez lavanda. Ela tinha o cheiro do amor, se amor tiver cheiro. Era uma coisa da pele. Era um cheiro que a gente sentia dela, que era só dela”, lembra a superintendente das Obras Sociais de Irmã Dulce (Osid), Maria Rita Pontes.

Sempre foi assim. Não escolhia tipo de sabonete, marca de pasta de dente. Mesmo as comidas preferidas vinham em um prato do tamanho de um pires. Era nas menores quantidades. A coca-cola, que ela tanto gostava, não era bebida em copo, mas em uma colherzinha, até para controlar a saúde.

Em vida, Irmã Dulce nunca quis láureas para si, nem buscou a imagem de santa, apesar de muita gente se referir a ela desde aquela época. Por isso, a canonização nasceu mais de uma vontade do povo do que das Osid. 

Quando José Sarney era presidente, vez ou outra aparecia para visitá-la, em seus últimos anos de vida. Sempre de surpresa. Com Dulce já acamada, devido à saúde debilitada, era comum que a freira não percebesse a visita presidencial. Sarney não deixava que a acordassem.

Milagres

O primeiro milagre reconhecido de Irmã Dulce teria acontecido em Itabaiana, no estado de Sergipe, quando as orações da freira teriam estancado uma hemorragia em Claudia Cristina dos Santos, que sangrava durante 18 horas após dar a luz ao seu segundo filho. 

O segundo milagre é atribuído a uma intercessão à Beata Irmã Dulce. Um homem acometido por uma cegueira durante 14 teria recebido a cura após clamara à freira por uma solução, em 2014, 22 anos após a morte da religiosa. No dia seguinte, ele teria voltado a enxergar. A cura foi testificada por uma equipe de médicos romanos.

*Com informações do jornal Correio para a Rede Nordeste




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