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SAÚDE

Anvisa alerta para medicamento usado por grávidas para náuseas

Agência recomenda cautela no uso de medicamentos para náuseas para gestantes contendo a substância ondansetrona

Publicado em 09/10/2019, às 07h45

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) disse que medicamentos com a substância se mostraram mais eficazes e com menos efeitos colaterais / Foto: Pixabay
A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) disse que medicamentos com a substância se mostraram mais eficazes e com menos efeitos colaterais
Foto: Pixabay
Estadão Conteúdo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre o uso de medicamentos para náuseas para gestantes contendo a substância ondansetrona - por risco de má-formação orofacial, como lábio leporino. A agência está recomendando cautela na prescrição dos medicamentos, após a divulgação de estudos que apontaram aumento de casos.

Essas pesquisas fizeram a Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários (Aemps) proibir o uso da substância durante a gravidez. Entidades médicas da área de ginecologia e obstetrícia dizem que o risco é considerado baixo e afirmam que a indicação deve ser feita quando outras medidas não tiverem sucesso.

O informe da Anvisa foi dado no dia 2 e diz que os cuidados com a indicação devem ser feitos principalmente no primeiro trimestre da gravidez. A agência faz investigações sobre a situação. "Após a conclusão, há a possibilidade de contraindicar o uso desse medicamento por mulheres grávidas", informa. O órgão recomenda ainda que mulheres em idade fértil que fazem uso da medicação sejam orientadas a utilizar métodos contraceptivos eficazes.



A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) se manifestou sobre o tema e disse que medicamentos com a substância se mostraram mais eficazes e com menos efeitos colaterais.

Presidente da Comissão Nacional Especializada em Assistência Pré-Natal da entidade, Olímpio Barbosa de Moraes Filho classificou o risco como "irrisório" e disse que a pesquisa é controversa. "A diferença é de três casos e é um estudo retrospectivo, então, é questionável."




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