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Taxa de homicídio de pretos ou pardos é quase três vezes maior que a de brancos

A taxa de homicídio entre as pessoas brancas de 15 a 29 anos no Brasil é de 34 por 100 mil habitantes, já entre os jovens pardos e pretos chega a 98,5

Publicado em 13/11/2019, às 11h30

A pesquisa faz parte do estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, promovida pelo IBGE / Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil
A pesquisa faz parte do estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, promovida pelo IBGE
Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil
JC Online
Com informações da Agência de Notícias IBGE

As taxas de homicídio entre pessoas pretas ou pardas no Brasil aumentaram no período de 2012 a 2017 de 37,2 para 43,4 mortes para cada 100 mil habitantes. Para a população branca, o índice ficou estável entre 15,3 e 16. Essa diferença significa que pretos ou pardos tinham 2,7 vezes mais chances de serem vítimas de homicídio em 2017. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (13).

A pesquisa faz parte do estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, que ajuda o país a acompanhar a meta de reduzir taxas de mortalidade relacionadas à violência, parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A taxa de homicídio no Brasil entre as pessoas brancas de 15 a 29 anos é de 34 por 100 mil habitantes, já entre os jovens pardos e pretos da mesma faixa etária, chega a 98,5 por 100 mil habitantes.



Educação

Estudantes pretos ou pardos do 9° ano do ensino fundamental também enfrentaram mais experiências violentas do que os alunos brancos. Variáveis como frequentar escolas situadas em áreas de risco de violência, ter sido agredido por algum adulto da família, envolvimento em briga com uso de arma de fogo ou de arma branca, estiveram presentes mais intensamente no dia a dia de pretos ou pardos.

Análise

Segundo a analista do IBGE, Luanda Botelho, a combinação dessas duas formas de violência ajuda a traçar um panorama mais amplo das desigualdades. “Nós analisamos a violência mais extrema, através das taxas de homicídio, mas também a violência mais presente no cotidiano, do ambiente em que essa população está inserida”, explicou a pesquisadora.

E, no longo prazo, as situações de violência na vida dos jovens também têm reflexos. “Os estudos mostram que quem mais sofre com a violência na adolescência também está mais sujeito a doenças como depressão, a piores resultados acadêmicos e a se envolver em violência no futuro, por exemplo”, comentou Luanda.




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