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RACISMO

Presidente da Fundação Palmares nega escravidão no Brasil e exige fim do movimento negro

O novo presidente da Fundação Palmares fez a declaração nas redes sociais, onde é bastante ativo

Publicado em 27/11/2019, às 21h03

Sérgio Nascimento de Camargo teve a sua conta do Twitter suspensa / Foto: Reprodução/Facebook
Sérgio Nascimento de Camargo teve a sua conta do Twitter suspensa
Foto: Reprodução/Facebook
JC Online
Com informações do Estadão

O novo presidente da Fundação Palmares, Sérgio Nascimento de Camargo, usou as redes sociais para falar sobre o racismo. Segundo ele, no Brasil existe uma cultura de “racismo nutella”. Em uma das suas muitas publicações, o líder do órgão declarou apoio ao presidente Bolsonaro e defende o fim do feriado da Consciência Negra. Sérgio também afirmou que a escravidão foi “benéfica para os descendentes” e proferiu ataques a personalidades como a ex-vereadora Marielle Franco e a atriz Taís Araújo.

No Facebook, em setembro deste ano, Sérgio, que também é jornalista, disse que “O Brasil tem um racismo nutella”. Para ele, “Racismo real existe nos EUA. A negrada daqui reclama porque é imbecil e desinformada pela esquerda”.

Confira a publicação

Sem medo de represálias, ele defende a extinção do Dia da Consciência negra, o que afirma ser “uma vergonha”. “O Dia da Consciência Negra é uma vergonha e precisa ser combatido incansavelmente até que perca a pouca relevância que tem e desapareça do calendário”, expõe.



Camargo usou as redes sociais da pessoa com quem diz ter um “relacionamento sério” para afirmar que a sua atuação à frente da Fundação será norteada pelos valores e princípios que elegeram e conduzem o governo Bolsonaro”.

Nomeação anterior

Antes, o presidente da Fundação Palmares, nomeado já no governo Bolsonaro, era Valderlei Lourenço, advogado, e, desde 2015, era coordenador-geral do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da FCP. Entre as ações dele, estava o lançamento do “II Prêmio Oliveira Silveira – Infantojuvenil”, que teve como propósito reverenciar obras literárias inéditas e ilustradas que incorporem elementos da cultura afro-brasileira. As inscrições no edital se encerraram no dia 22 de julho.

Perfil banido no Twitter

Sérgio falou no Facebook sobre a suspensão da sua conta no Twitter. No mesmo post, ele fala do filho do presidente da República, Carlos Bolsonaro, que saiu das redes sociais. "Não sei até quando serei tolerado aqui", afirma.

Veja a publicação




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