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Coreia do Norte ameaça atacar Guam, Havaí e continente dos EUA

A tensão na Península Coreana aumentou consideravelmente com as múltiplas ameaças do Norte de uma resposta armada às manobras conjuntas do Sul e dos Estados Unidos

Publicado em 26/03/2013, às 09h38

Da AFP

A Coreia do Norte ordenou a seu exército nesta terça-feira (26) que fique a postos para o combate e determinou que as unidades de mísseis estratégicos estejam preparadas para possíveis disparos contra o continente dos Estados Unidos, assim como contra as ilhas do Havaí e Guam, no Pacífico.

Pyongyang já havia ameaçado na quinta-feira passada atacar as bases militares americanas no Japão e Guam, como resposta aos voos de treinamento dos caças americanos B-52 na Coreia do Sul. A tensão na Península Coreana aumentou consideravelmente com as múltiplas ameaças do Norte de uma resposta armada às manobras conjuntas do Sul e dos Estados Unidos, além das sanções da ONU após o teste nuclear norte-coreano de fevereiro.

Um comunicado do comando supremo do Exército Popular da Coreia, divulgado pela imprensa estatal, ordenou a "todas as tropas de artilharia, incluindo as unidades de mísseis estratégicos e as unidades de artilharia de longo alcance, que sejam colocados em preparação para combate de classe A". As unidades devem estar preparadas para atacar "todas as bases militares americanas na região Ásia-Pacífico, incluindo o continente dos Estados Unidos, Havaí e Guam", assim como na Coreia do Sul, afirma o comunicado, divulgado pela Agência Central de Notícias Coreana.

Segundo um porta-voz do ministério da Defesa da Coreia do Sul, "até o momento não houve nenhum movimento de tropas excepcional". A presidente sul-coreana, Park Geun-hye, advertiu a Coreia do Norte que o "caminho para sobreviver" inclui o abandono dos programas nucleares e de mísseis, em uma cerimônia em memória aos marinheiros da corveta "Cheonan".

Em março de 2010, 46 marinheiros sul-coreanos morreram em um ataque contra a corveta "Cheonan", atribuído por uma investigação internacional a Pyongyang, que nega. A China afirmou "esperar que as partes atuem com moderação para atenuar a tensão".

Apesar do lançamento com êxito de um foguete de longo alcance em dezembro - que a Coreia do Sul e seus aliados consideraram um teste de míssil balístico -, analista acreditam que Pyongyang ainda precisa de muitos anos para desenvolver um verdadeiro míssil intercontinental que possa atingir o território dos Estados Unidos.

Havaí e Guam também estariam fora do alcance de seus mísseis de médio alcance, que no entanto seriam capazes de atacar as bases militares americanas na Coreia do Sul e Japão O líder norte-coreano Kim Jong-Un realizou nas últimas semanas visitas de inspeção a unidades de forças que estão posicionadas perto da linha divisória com a Coreia do Sul.

A linha divisória de fato (a chamada Linha Limítrofe Norte) não é reconhecida por Pyongyang, sob a alegação de que foi unilateralmente determinada pelas forças da ONU depois da guerra da Coreia, entre 1950 e 1953. No sábado, a agência oficial KCNA informou que Kim, que fez uma visita de inspeção a uma unidade das forças especiais, ordenou uma ação "na velocidade da luz" no caso do início de uma guerra.





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