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FMI

Lagarde alerta sobre 'futuro sombrio' por mudanças climáticas

A diretora do FMI disse que ''seremos torrados, assados ??e grelhados'' se o mundo não tomar ''decisões críticas'' em relação a esse problema

Publicado em 24/10/2017, às 22h57

"Se não abordarmos essas questões... Estaremos nos movendo em direção a um futuro sombrio", disse Lagarde
Foto: AFP PHOTO / INTERNATIONAL MONETARY FUND / STEPHEN JAFFE
AFP

O mundo terá sérios problemas se não abordar as mudanças climáticas e a desigualdade, alertou a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, nesta terça-feira (24). 

"Se não abordarmos essas questões... Estaremos nos movendo em direção a um futuro sombrio" em 50 anos, disse em uma grande conferência econômica na capital saudita. 

Sobre as mudanças climáticas, Lagarde disse que "seremos torrados, assados ??e grelhados" se o mundo não tomar "decisões críticas" em relação a esse problema. 

Acordo climático de Paris

Em 2015, cerca de 195 nações assinaram o acordo climático de Paris, que estabelece metas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, de modo a evitar que as temperaturas aumentem mais de 2ºC em cerca de 50 anos. 

Mas o presidente americano, Donald Trump, anunciou em junho o início de um processo de três anos para retirar os Estados Unidos do pacto, argumentando que este colocaria o país em desvantagem econômica. 



A decisão de Trump provocou críticas ferozes de líderes mundiais e ativistas, e o ex-secretário-geral da ONU Ban Ki-moon acusou o presidente de "estar no lado errado da história". 

Lagarde também pediu à comunidade internacional que aja contra as desigualdades "entre homens e mulheres e entre aqueles que têm menos e aqueles que têm mais".

Se o mundo quiser um futuro que "pareça com uma utopia e não com uma distopia", precisa abordar essas preocupações, disse Lagarde. 

Ela previu que em 50 anos o petróleo será uma commodity secundária. 

Em uma declaração após sua visita, Lagarde elogiou os esforços de reformas e medidas sauditas para enfrentar os efeitos econômicos dos preços persistentemente baixos do petróleo. 

"A Arábia Saudita também está empreendendo reformas para reduzir as restrições para as mulheres entrarem na força de trabalho", ressaltou Lagarde na declaração. 

O empreendedorismo feminino poderia ser impulsionado por meio de incentivos fiscais e outras políticas, acrescentou.

 




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