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Descoberta

'Jingle Bells' tem origem racista, afirma historiadora americana

Segundo o estudo, suas origens racistas foram ''sutilmente e sistematicamente removidas de sua história''

Publicado em 18/12/2017, às 12h44

Atualmente, duas cidades dos Estados Unidos reivindicam a música, Medford e Savannah / Foto: Divulgação/Boston University
Atualmente, duas cidades dos Estados Unidos reivindicam a música, Medford e Savannah
Foto: Divulgação/Boston University
JC Online

Kyra Hamil, historiadora e palestrante da Universidade de Boston rastreou a história de 'Jingle Bells' para tentar estabelecer definitivamente suas origens. Atualmente, duas cidades dos Estados Unidos reivindicam a música, Medford e Savannah.

O que ela encontrou é que o legado da música 'Jingle Bells', é um excelente exemplo de uma interpretação errada da música popular do século 19, na qual sua raiz negra e suas origens racistas foram "sutilmente e sistematicamente removidas de sua história", argumenta Hamill no seu trabalho de pesquisa.

A pesquisadora decidiu investigar a música após conhecer a história da "Guerra do Jingle Bells", uma disputa entre duas cidades Medford (Massachusetts) e Savannah (Georgia), as quais reivindicavam a autoria da canção escrita por James Pierpont, cujo título seria "One Horse Open Sleigh".

A música oficial foi criada por Pierpont em 16 de setembro de 1857 para ser tocada no feriado de Ação de Graças da sua igreja em Savannah, estado da Geórgia (EUA), onde ele era o organista.



"Em 1857, quando foi executado em blackface - que são homens brancos pintavam os seus rostos com carvão - seria racista" afirmou a historiadora. "Esta tradição de performance é um fato histórico e continuou nos EUA até a década de 1930 como um entretenimento amador", continuou.

No entanto, a estudiosa mencionou em seu estudo que a primeira atuação documentada da música ocorreu em uma encenação de "blackface" (quando artistas pintavam seus rostos com carvão para interpretarem negros) em 1857, em Boston. Além disso, a pesquisadora apontou que palavras como "thro", "tho't" e "upsot" indicam uma interpretação racial que tentava parecer "sulista" para uma audiência do norte dos Estados Unidos.

Tradição

Ela disse: "Não escrevi o artigo para fazer as pessoas chateadas. Em nenhum momento já fiz uma reivindicação sobre o que as pessoas devem ou não devem cantar no Natal ", desabafou a historiadora nas redes sociais.


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Comentários

Por baba,19/12/2017

vai tomar no cu



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