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Polêmica

Trump ataca 'livro falso' enquanto aliados saúdam 'gênio político'

O livro aborda os bastidores do governo Trump e lança questionamentos sobre a sua aptidão ao cargo

Publicado em 07/01/2018, às 13h40

Trump afirmou em seu Twitter que o livro é falso e o autor desacreditado / Foto: AFP
Trump afirmou em seu Twitter que o livro é falso e o autor desacreditado
Foto: AFP
AFP

O presidente americano, Donald Trump, chamou neste domingo (7) de "livro falso" o explosivo relato dos bastidores de seu governo que questiona a sua aptidão para o cargo, enquanto seus aliados o defendiam, com um deles chamando-o de "gênio político".

A Casa Branca tem lançado contra o retrato desfavorável do presidente em "Fire and Fury", um livro supostamente revelador publicado na sexta-feira sobre o governo Trump pelo jornalista Michael Wolff.

Trump tuitou neste domingo que o best-seller instantâneo - que o mostra como desinteressado e instável, com sinais de séria perda de memória - era um "livro falso, escrito por um autor totalmente desacreditado".

Um dia antes, criticando a insinuação de Wolff de sua instabilidade, Trump se chamou de "um gênio muito estável".

O conselheiro sênior de política de Trump, Stephen Miller, tratou o livro de forma irônica, insistindo que seu chefe era, de fato, "um gênio político", durante uma entrevista na CNN neste domingo.

Sobre o autor, Miller disse: "é um autor lixo de um livro lixo. Nada além de uma pilha de lixo".

Ele atacou seu antigo colega da Casa Branca Steve Bannon, que foi uma fonte-chave para a obra, como "vingativo" e "fora de contato com a realidade".

'Pura fantasia'

Enquanto isso, o diretor da CIA, Mike Pompeo, que apareceu no Fox News Sunday, insistiu que o retrato de Wolff de Trump era "pura fantasia".

Longe de ser desinteressado e incapaz de lidar com questões políticas complexas, Pompeo declarou: "o presidente está envolvido, ele entende a complexidade, faz perguntas realmente difíceis para nossa equipe na CIA". E descreveu Trump como um "consumidor ávido" da Inteligência da agência.

Pompeo acrescentou que Trump está "completamente apto", dizendo que era "ridículo" sugerir o contrário.

Mas em um possível sinal de sensibilidade da Casa Branca em relação ao livro, Miller discutiu com seu entrevistador da CNN, Jake Tapper.



Quando Tapper tentou questioná-lo sobre seu trabalho com Bannon, a entrevista foi levada para uma série de interrupções e acusações mútuas.

Miller chamou Tapper "condescendente" e "malicioso", e acusou a CNN de se envolver em uma "cobertura histérica e negativa contra Trump" e com "relatos falsos espetacularmente embaraçosos".

Os dois falavam ao mesmo tempo quando Tapper anunciou: "acho que já desperdicei o suficiente o tempo de meus espectadores. Obrigado Stephen", afastando-se de Miller - que continuava falando - para anunciar o próximo convidado.

Miller não foi tratado gentilmente no livro de Wolff. O autor escreveu que ele "deveria ser o intelectual, mas não o era. Deveria ser um especialista em comunicações, mas ele antagonizava quase todos".

A atitude combativa de Miller na CNN foi elogiada por seu chefe.

"Jake Tapper da CNN 'Fake News' acabou de ser destruído em sua entrevista com Stephen Miller da administração Trump. Assista ao ódio e à injustiça deste ajudante da CNN!", tuitou Trump após a entrevista ir ao ar.


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