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DIA DOS NAMORADOS

União Europeia gastou 624 milhões de euros em importações de rosas em 2017

Além de causarem apelo emocional, as rosas movimentam grandes cifras no mercado mundial, principalmente na época do dia dos namorados

Publicado em 13/02/2018, às 12h57

Apenas nos primeiros 10 meses de 2017, de janeiro a outubro, a UE gastou 624 milhões de euros em importação de rosas produzidas fora do bloco / Foto: Pixabay
Apenas nos primeiros 10 meses de 2017, de janeiro a outubro, a UE gastou 624 milhões de euros em importação de rosas produzidas fora do bloco
Foto: Pixabay
ABr

Amanhã, dia 14 de fevereiro, é comemorado o Dia dos Namorados (Valentine's Day) em dezenas de países no mundo. Tradicionalmente, são vendidas dezenas de milhares de rosas na data comemorativa. O Eurostat, escritório europeu de estatística, aproveitou a data para divulgar as cifras do comércio de rosas que entram e saem da União Europeia (UE). 

Os dados são referentes às rosas de corte fresco, como são chamadas as flores que são comercializadas já cortadas. 

As rosas, além de causarem forte apelo emocional, ainda movimentam grandes cifras no mercado mundial. Apenas nos primeiros 10 meses de 2017, de janeiro a outubro, a UE gastou 624 milhões de euros em importação de rosas produzidas fora do bloco. No mesmo período, exportou rosas no valor de 62 milhões de euros.

Do total de importações de rosas de fora da UE, a metade é proveniente do Quênia (317 milhões de euros, 51%). Em seguida, está a Etiópia (126 milhões de euros, 20%), o Equador (108 milhões de euros, 17%), a Colômbia (30 milhões de euros, 5%) e o Uganda (23 milhões de euros, 4%).

Os Países Baixos são os principais importadores e também exportadores de rosas da UE. Em importações, os Países Baixos consumiram 478 milhões de euros de janeiro a outubro de 2017, o que representa 77% das importações totais de rosas da UE. Outros grandes importadores foram o Reino Unido (€ 60 milhões, 10%), a Alemanha (€ 35 milhões, 6%) e a Espanha (€ 30 milhões, 5%).

Em se tratando de exportações, os Países Baixos faturaram 43 milhões de euros vendendo para fora do bloco, nos primeiros 10 meses de 2017, o que representa 70% das exportações mundiais da UE. Em seguida, aparecem a Lituânia (7 milhões de euros, 11% das exportações), a Alemanha (mais de 5 milhões de euros, 8%) e a Letônia (abaixo de 5 milhões de euros, 7%).



A maioria das rosas exportadas pela UE foram para a Rússia (representando 28 milhões de euros, ou 45%) e a Suíça (20 € milhões, 31%).

Brasil

No caso brasileiro, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a produção de flores e plantas ornamentais tem evoluído rapidamente em quantidade e qualidade, principalmente nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e do Espírito Santo, apesar de não ter grande expressividade no mercado mundial.

A cidade de Holambra, em São Paulo, conhecida como a capital das flores, produz 150 milhões de hastes, o que corresponde a 60% de todas as rosas vendidas no mercado brasileiro, e o número para exportação chega a 1,2 milhões de hastes, segundo informações publicadas no site Portal de Holambra.

De acordo com o Sebrae, a floricultura é uma atividade altamente rentável, gerando um número elevado de empregos fixos, em torno de 15 a 20 pessoas/hectare, resultando em mais de 120 mil empregos diretos no Brasil, dos quais 58 mil (48,3%) estão localizados na produção; 4 mil (3,3%) na distribuição; 51 mil (42,5%) no comércio varejista e 7 mil (5,9%) em outras funções, principalmente nos segmentos de apoio.

O Brasil é um dos poucos países em que o Dia dos Namorados é comemorado no dia 12 de junho, véspera do Dia de Santo Antônio.





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