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VENEZUELA

G7 rejeita reeleição de Nicolás Maduro na Venezuela

A comunidade internacional classificou como farsa a eleição na Venezuela

Publicado em 23/05/2018, às 12h46

A Venezuela enfrenta uma grave crise econômica e social / Foto: AFP
A Venezuela enfrenta uma grave crise econômica e social
Foto: AFP
AFP

As nações do Grupo dos Sete (G7) rejeitaram nesta quarta-feira (23) o resultado da eleição presidencial na Venezuela, alegando que a vitória de Nicolás Maduro carece de "legitimidade e credibilidade".

União

Em uma declaração conjunta, os líderes dos sete países mais industrializados (Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos), em conjunto com a União Europeia, afirmam que "estão unidos na rejeição do processo eleitoral" que levou à votação em 20 de maio.

"Os padrões internacionais reconhecidos não foram respeitados e as garantias fundamentais necessárias para um processo inclusivo, justo e democrático não foram asseguradas. Portanto, essa eleição e seu resultado carecem de legitimidade e credibilidade", aponta o comunicado divulgado em Ottawa.

"Como resultado, denunciamos a eleição presidencial da Venezuela e seu resultado, que não representam a vontade democrática dos cidadãos venezuelanos", acrescenta o texto.



A eleição venezuelana foi amplamente condenada pela comunidade internacional como uma farsa. Maduro venceu com 68% dos votos, mas o processo foi boicotado pelos principais partidos da oposição e teve uma alta taxa de abstenção.

Os Estados Unidos já reforçaram suas sanções contra a Venezuela, enquanto a UE disse estar avaliando novas medidas.

Os 14 países do Grupo Lima, incluindo Brasil, Argentina e México, também se recusaram a reconhecer o resultado.

O G7 pediu ao governo de Maduro "para restaurar a democracia constitucional na Venezuela, garantir a realização de eleições livres e justas que possam realmente refletir a vontade democrática do povo, libertar imediatamente todos os presos políticos, restaurar a autoridade da Assembleia Nacional e garantir acesso total, seguro e livre aos trabalhadores humanitários".

A Venezuela enfrenta uma grave crise econômica e social, com escassez de alimentos e de remédios, um alto custo de vida e o êxodo de centenas de milhares de cidadãos.


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