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REPRESSÃO

Nicaraguenses pedem que a polícia pare com o banho de sangue

4.000 moradores do país reclamam da repressão violenta do governo contra manifestações populares. Em abril tiveram ao menos 152 mortos e 1.340 feridos

Publicado em 13/06/2018, às 17h05

Um homem foi morto durante protestos contra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em Masaya, no último dia 7 / Foto: AFP
Um homem foi morto durante protestos contra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em Masaya, no último dia 7
Foto: AFP
AFP

Mais de 4.000 cidadãos pediram à polícia que pare com o banho de sangue causado pela violenta repressão do governo contra as manifestações populares, em uma carta publicada nesta quarta-feira nos principais jornais da Nicarágua. 

"O regime de Daniel Ortega já está acabado. Vocês precisam deter de uma vez por todas este insensato banho de sangue", exigiram os signatários da "Carta aberta aos policiais", publicada pelos jornais La Prensa e Nuevo Diario.

As assinaturas foram recolhidas por meiio do site change.org e entre os signatários estào o ex-candidato presidencial opositor Fabio Gadea e Claudia Chamorro, filha da ex-presidente Violeta Barrios.

"Deixem suas armas, peguem seus escudos e se unam a nós porque quando desaparecer o poder da família de Daniel Ortega e sua esposa (a vice-presidenta) Rosario Murillo, vocês ficarão sozinhos e desprotegidos", advertiram.



Ao menos 152 mortos e 1.340 feridos é o balanço temporário da repressão contra os protestos que explodiram na Nicarágua em 18 de abril, segundo o Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh).

Greve geral

Na véspera, uma aliança de oposição nicaraguense convocou uma greve geral de 24 horas para esta quinta-feira como medida de pressão para que o governo do presidente Daniel Ortega retome o diálogo e pare com a repressão dos protestos.

O país está semiparalisado há quase dois meses por uma onda de protestos contra a reforma da Previdência.

Os opositores exigem de Ortega uma resposta imediata à proposta dos bispos católicos, que na semana passada propuseram um plano de democratização como base para a retomada do diálogo com a oposição, em busca de uma saída para a crise política e social.


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