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DESASTRE

Furacão Michael deixa cena de guerra no noroeste da Flórida

''A minha casa em Mexico Beach está debaixo d'água'' afirmou um morador

Publicado em 10/10/2018, às 20h58

O furacão deixou contêineres de metal, árvores e semáforos espalhados pelas ruas / Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP
O furacão deixou contêineres de metal, árvores e semáforos espalhados pelas ruas
Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP
AFP

Loren Beltrán perdeu a sua casa para o furacão Michael, que atingiu a Flórida nesta quarta-feira (10). Agora espera que a tempestade passe em Panama Beach, mas uma árvore caída e carregada pelos ventos de 250 km/h quebrou a janela e a água não para de entrar.

"A minha casa em Mexico Beach está debaixo d'água", afirmou Beltrán, de 38 anos, depois de receber fotos que mostravam as casas com água até o teto. "Perdi todo o material, mas graças a Deus estamos bem".

O epicentro do furacão de categoria 4 tocou a terra no início da tarde em Mexico Beach, um povoado a 32 quilômetros a sudoeste de Panama City onde a tormenta está deixando um cenário de guerra.

A força do vento era tanta que chovia horizontalmente. Uma parede de água e potentes rajadas de vento atingiram a cidade, lançando escombros por todas as partes. Inclusive os edifícios de tijolos ficaram parcialmente destruídos e parecia haver mais árvores caídas do que de pé.

Contêineres de metal, antenas de satélite, pedaços de telhados, árvores e semáforos estavam espalhados pelas ruas, segundo um repórter da AFP no local.

Sabendo que a destruição seria maior em Mexico Beach, Loren Beltrán e seu filho de três anos se abrigaram na casa do namorado em Panama Beach, cidade vizinha, pois é uma construção projetada para resistir a ventos de 290 km/h.

Mas não contavam que se tratava de uma casa rodeada de árvores e pinheiros.

"Os ventos podiam ser ouvidos, parecia um grande monstro da televisão", disse esta contadora de origem salvadorenha que conversou com a AFP durante a aterrorizante calma do olho do furacão. "Agora vem a segunda parte".



"Primeiro uma árvore caiu e quando ouvimos outro barulho, foi como se o vento a empurrasse para dentro, em um quarto", contou. "Eu estava dentro daquele quarto uns cinco minutos antes".

A água entra na casa pelo quarto e pelo telhado, onde incontáveis objetos caíram, segundo Beltrán. Ela e seu parceiro se apressavam para colocar toalhas "e outras coisas" para tentar bloquear o furacão.

"Há muitas árvores em cima da casa agora, estão destruindo a casa", continuou.

Mas as autoridades advertiram que as ondas podem elevar o nível do mar a até 3,6 metros, e essa possibilidade paira sobre Beltrán e sua família.

A casa está a poucos metros da baía e a água está subindo.

"O que está nos preocupando é que a água suba tanto que chegue à casa".

As autoridades advertiram incessantemente residentes para que deixassem a área antes que Michael atingisse a faixa noroeste da Flórida, que por sua geografia é conhecida como "panhandle" em inglês e que se estende ao longo do Golfo do México.

Centenas de milhares de pessoas receberam ordens de evacuação obrigatória, mas o governador disse nesta quarta-feira aos moradores que quem não saiu deve ficar em suas casas porque é tarde demais para partir.

Categoria 3

Em seu boletim das 21h00, o Centro Nacional de Furacões (NHC) rebaixou o furacão para a categoria 3, depois que os ventos diminuíram um pouco e caíram para 205 km/h, enquanto o centro da tempestade entra no continente.


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