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Caravana

Em Tijuana, imigrantes de caravana terão longa espera por asilo nos EUA

Uma vez que cheguem aos Estados Unidos, adultos sem filhos podem aguardar em celas por um longo tempo até que seus casos sejam decididos

Publicado em 18/11/2018, às 11h38

Entre os imigrantes que chegaram, há uma mistura de adultos sem filhos e famílias com crianças / Foto: Guillermo Arias/AFP
Entre os imigrantes que chegaram, há uma mistura de adultos sem filhos e famílias com crianças
Foto: Guillermo Arias/AFP
Estadão Conteúdo

Centenas de pessoas que viajam com uma caravana de imigrantes da América Central começaram a chegar a Tijuana, na fronteira do México com os Estados Unidos, onde eles enfrentam uma longa espera para tentar obter asilo no país do norte.

Os primeiros membros da caravana, a qual o presidente norte-americano Donald Trump descreveu como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos, começaram a chegar em Tijuana de ônibus já na semana passada. Mais de cem deles estabeleceram um acampamento numa praia ao lado de uma cerca de fronteira que se estende pelo Oceano Pacífico.

Cerca de metade das mais de mil camas em abrigos e igrejas foi ocupada por membros da caravana. Um estádio local foi transformado num abrigo temporário, com capacidade para receber 2 mil pessoas, segundo Enrique Morones, que comanda um grupo de ajuda chamado Border Angels.

Entre os imigrantes que chegaram, há uma mistura de adultos sem filhos e famílias com crianças. Eles tomaram ônibus depois de terem caminhado e chegado à Cidade do México este mês.

A maioria dos membros da caravana, que no seu auge contou com 7 mil membros, parece estar se dirigindo a cidades como Tijuana, na fronteira com o estado norte-americano da Califórnia, e a Nogales, fronteira com o Arizona. Autoridades de alfândega em El Paso, no Texas, alertaram viajantes na semana passada que oficiais da região seriam enviados aos estados em antecipação à chegada da caravana.



Sentadas em uma faixa de grama próxima à praia de Tijuana com alguns de seus poucos pertences, Jacqueline Gutierrez e sua irmã Johanna, 24, contam que passaram um mês viajando de Honduras até o México. As duas agora esperam pedir asilo no posto de fronteira de San Ysidro, na cidade norte-americana de San Diego.

As irmãs dizem que fugiram "em parte por causa da pobreza, em parte por causa dos Maras", numa referência às gangues violentas que operam no país e em outras regiões da América Central.

Pedido de asilo

Como o restante de seus companheiros de caravana, as irmãs agora aguardam uma espera de meses para entrar com um pedido de asilo em um posto de fronteira dos Estados Unidos. Por causa do número limitado de processos que podem ser abertos por dia, há uma fila informal em uma praça ao longo da fronteira, onde os imigrantes colocam seus nomes num notebook e retornam todos os dias para checar em quanto tempo chegará a vez deles de atravessar.

Uma vez que cheguem aos Estados Unidos, adultos sem filhos podem aguardar em celas por um longo tempo até que seus casos sejam decididos. Famílias em geral são liberadas para aguardar no país enquanto seus casos são avaliados, um processo que pode levar anos. Menos de 20% dos pedidos de asilo são respondidos afirmativamente nos Estados Unidos, conforme estatísticas do governo.

"Eu posso esperar", diz Jacqueline Gutierrez. Ela e a irmã esperam conseguir asilo e se juntar a amigos que hoje vivem em Atlanta.

Em antecipação à chegada da caravana, Trump ordenou que milhares de tropas militares fossem à fronteira para ajudas os agentes de imigração a "endurecer" as travessias. Tropas do Texas e da Califórnia tem colocado arame farpado ao longo de rios, pontes e cercas para tornar mais difícil a travessia ilegal.




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