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'VIOLAÇÃO DE RESOLUÇÃO DA ONU'

EUA pede à ONU que condene teste de mísseis no Irã

Os Estados Unidos chamou de ''perigoso e preocupante'' uma violação de uma resolução da ONU

Publicado em 04/12/2018, às 17h36

Para o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, foi um míssil de médio alcance, capaz de levar múltiplas ogivas / Foto: JOHN THYS / AFP
Para o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, foi um míssil de médio alcance, capaz de levar múltiplas ogivas
Foto: JOHN THYS / AFP
AFP

Os Estados Unidos pediram nesta terça-feira (4) ao Conselho de Segurança da ONU que condene o teste de mísseis balísticos do Irã, o qual chamou de "perigoso e preocupante" uma violação de uma resolução das Nações Unidas.

O conselho se reuniu a portas fechadas a pedido de França e Grã-Bretanha que, junto com os Estados Unidos, acusaram o Irã de disparar um míssil balístico no sábado.

França e Grã-Bretanha sustentam que os lançamentos de mísseis são inconsistentes com a resolução da ONU, que respaldou o acordo nuclear do Irã de 2015, enquanto os Estados Unidos adotaram uma postura mais dura e sustenta que é uma violação absoluta.

"O recente teste de mísseis balísticos do Irã foi perigoso e preocupante, mas não surpreendente", disse a embaixadora americana Nikki Haley em um comunicado.

"A comunidade internacional não pode continuar fazendo vista grossa a cada vez que o Irã ignorar de forma flagrante as resoluções do Conselho de Segurança", acrescentou.

"Se o Conselho de Segurança é sério a respeito de responsabilizar o Irã e fazer cumprir as nossas resoluções, então, no mínimo, deveríamos poder entregar uma condenação unânime a este provocativo teste de mísseis", disse. 

Míssil de médio alcance

O Irã não negou nem confirmou o lançamento do que, para o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, foi um míssil de médio alcance, capaz de levar múltiplas ogivas e atacar partes da Europa e o Oriente Médio todo.



A resolução da ONU pede ao Irã que se abstenha de testar mísseis capazes de levar uma arma nuclear, mas não impede especificamente que Teerã realize lançamentos de mísseis. 

O Irã sustentou durante muito tempo que o seu programa de mísseis é de natureza defensiva e não tem como objetivo garantir a entrega de uma arma nuclear, postura apoiada pela Rússia no Conselho de Segurança. 

"Este é um comportamento inconsistente com a (resolução) 2231 e concerne ao conselho", disse a embaixadora britânica Karen Pierce a jornalistas antes da reunião. 

"Precisamos saber exatamente o que aconteceu e depois chegaremos a uma decisão sobre como queremos caracterizá-lo", disse. 

Os Estados Unidos decidiram em maio se retirar do acordo nuclear de 2015 e voltar a impor sanções ao Irã, para consternação de seus aliados europeus. 

O acordo nuclear prevê uma suspensão das sanções contra o Irã em troca de restrições em suas atividades nucleares. 

Os cinco signatários restantes do acordo nuclear, Grã-Bretanha, China, França, Alemanha e Rússia, respaldaram um esforço da União Europeia para estabelecer um sistema de pagamento especial a fim de manter os laços comerciais e de negócios com o Irã.




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