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ORIENTE MÉDIO

Síria acusa Israel de bombardear seu território

Na noite dessa terça-feira (25) aviões israelenses bombardearam vários depósitos de armas perto de Damasco, reportou a mídia estatal síria

Publicado em 26/12/2018, às 18h48

Segundo especialistas, Israel é uma das principais vítimas da decisão de Trump em retirar as tropas americanas da Síria / Foto: NICHOLAS KAMM / AFP
Segundo especialistas, Israel é uma das principais vítimas da decisão de Trump em retirar as tropas americanas da Síria
Foto: NICHOLAS KAMM / AFP
AFP

Aviões israelenses bombardearam vários depósitos de armas perto de Damasco na noite dessa terça-feira (25), reportou a mídia estatal síria, em uma operação descrita por Moscou, aliado do regime sírio, como uma "séria violação da soberania".

O exército israelense informou que se protegeu do disparo de um míssil antiaéreo da Síria.

Os sistemas de defesa aérea sírios dispararam nessa terça-feira à noite contra "mísseis" disparados pela "aviação militar israelense" contra alvos perto da capital Damasco, informou a agência de mídia estatal síria Sana, citando uma fonte militar que conversou com três soldados feridos.

A "maioria" desses mísseis foi interceptada antes de atingir seus alvos, informou a Sana, acrescentando que os aviões de guerra israelenses dispararam do espaço aéreo libanês. Segundo a agência síria, um depósito de munições foi danificado.

Segundo o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman, os três alvos do "bombardeio israelense" eram depósitos de armas perto da capital síria "pertencentes ao Hezbollah e às forças iranianas", os principais aliados do regime de Bashar al Assad, juntamente com a Rússia.

Após o início da guerra na Síria em 2011, o exército israelense realizou vários bombardeios contra instalações militares do regime sírio ou de seus aliados.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, insistiu na quarta-feira que "eles não aceitarão a consolidação do Irã na Síria". "Continuaremos a agir com força", acrescentou Netanyahu, que não abordou diretamente o incêndio de mísseis na noite de terça-feira.



Em duas cartas enviadas à ONU, o Ministério de Relações Exteriores da Síria considerou que a "agressão israelense" era parte das "tentativas de Israel de prolongar a crise na Síria", disse a agência Sana.

A Rússia denunciou uma "grave violação da soberania" da Síria, em uma declaração do Ministério das Relações Exteriores. Moscou descreveu os atentados como "provocativos".

Se o envolvimento de Israel nos atentados de terça-feira for confirmado, será o primeiro ataque israelense após o anúncio da retirada das tropas norte-americanas da Síria, feita na semana passada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo especialistas, Israel é uma das principais vítimas da decisão de Trump, pois permitiria que o regime sírio e o Irã consolidassem suas posições militares na Síria, um país na fronteira com Israel.

Exército russo

Em setembro, um caça do exército russo foi abatido por acidente pelas defesas antiaéreas sírias, que intervieram para impedir um bombardeio israelense.

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