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Ativistas dormem na embaixada da Venezuela nos EUA para evitar chegada de delegação de Guaidó

O prédio de quatro andares localizado no bairro nobre de Georgetown permanece quase vazio e fechado ao público, depois que a maioria dos diplomatas deixou o país após de perder sua credencial

Publicado em 20/04/2019, às 13h06

Manifestantes querem impedir a chegada da delegação do líder opositor Juan Guaidó, reconhecido pelos Estados Unidos como presidente interino / Foto: Federico Parra / AFP
Manifestantes querem impedir a chegada da delegação do líder opositor Juan Guaidó, reconhecido pelos Estados Unidos como presidente interino
Foto: Federico Parra / AFP
AFP

Ativistas americanos estão ocupando a embaixada da Venezuela em Washington para impedir a chegada da delegação do líder opositor Juan Guaidó, reconhecido pelos Estados Unidos como presidente interino, depois de os últimos diplomatas do governo de Nicolás Maduro perderem suas credenciais.

O prédio de quatro andares localizado no bairro nobre de Georgetown permanece quase vazio e fechado ao público, depois que a maioria dos diplomatas deixou o país após de perder sua credencial, quando os Estados Unidos se tornaram um dos primeiros países a reconhecer Guaidó, o líder parlamentar que se autoproclamou presidente interino no dia 23 de janeiro. 

Os últimos oficiais que ainda eram oficialmente emissários estrangeiros, por serem representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA), partirão nos próximos dias, depois que a entidade decidiu, em 18 de abril (por 18 votos a favor), aceitar o enviado de Guaidó, Gustavo Tarre, como representante da Venezuela até que haja novas eleições.



Vigília

O prazo para a delegação de Maduro deixar o prédio é 25 de abril, mas ativistas dizem que não vão sair de lá. Seu objetivo, segundo a organização Code Pink, é impedir que "a oposição venezuelana tome o prédio diplomático que pertence ao governo eleito" e, para isso, organizou "uma vigília 24 horas por dia, sete dias por semana para proteger a embaixada". 

"Estou aqui porque estou furiosa porque estamos vendo um golpe em câmera lenta. Durante minha vida vi golpes e intervenções militares americanas suficientes, e eles sempre acabam mal para o povo do país", diz Medea Benjamin, integrante do Code Pink. 

Os ativistas, que têm o consentimento do governo, organizam eventos culturais e se revezam no prédio. Alguns vêm de outras cidades americanas.




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