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EUA e México fecham acordo sobre imigração e evitam tarifas

Segundo uma declaração conjunta, o México adotará "medidas sem precedentes" para deter o fluxo de emigrantes centro-americanos por seu território em direção aos Estados Unidos

Publicado em 08/06/2019, às 09h01

Mais de 144.000 migrantes, em sua maioria da América Central, foram detidos em maio na fronteira com o México / Foto: HERIKA MARTINEZ / AFP
Mais de 144.000 migrantes, em sua maioria da América Central, foram detidos em maio na fronteira com o México
Foto: HERIKA MARTINEZ / AFP
AFP

Estados Unidos e México chegaram a um acordo, na última sexta-feira (7), sobre imigração e conseguiram evitar a imposição de tarifas contra os produtos mexicanos exportados aos EUA.

"Tenho o prazer de lhes informar que os Estados Unidos obtiveram um acordo com o México. As tarifas programadas para serem implementadas na segunda-feira contra o México estão suspensas indefinidamente", escreveu o presidente americano, Donald Trump, no Twitter. 

"O México, por sua vez, concordou em adotar medidas enérgicas para deter a maré de emigração" através do território mexicano "em direção à nossa fronteira sul". "Isto está se fazendo para reduzir ou eliminar em grande medida a imigração ilegal que vem do México para os Estados Unidos".

Emigrantes

Segundo uma declaração conjunta, o México adotará "medidas sem precedentes" para deter o fluxo de emigrantes centro-americanos por seu território em direção aos Estados Unidos, inclusive mediante a mobilização de tropas da sua Guarda Nacional.

O México também se comprometeu a desmantelar os grupos de tráfico de pessoas, e os emigrantes que cruzarem a fronteira para os Estados Unidos para solicitar asilo serão devolvidos sem demora ao território mexicano, onde poderão aguardar o resultado de seu pedido.

"Os Estados Unidos se comprometem a acelerar a resolução dos pedidos de asilo e a proceder com os trâmites de remoção o mais rápido possível", destaca a declaração conjunta. 

O México destacou que dará oportunidades de trabalho e acesso à saúde e à educação aos emigrantes e suas famílias enquanto permanecerem em seu território.

Acordo

Os dois países reafirmaram seu compromisso de 18 de dezembro sobre fomentar o desenvolvimento econômico e os investimentos no sul do México e na América Central "para se criar uma zona de prosperidade", uma proposta do presidente mexicano, López Obrador. 



O anúncio do acordo saiu ao final de três dias de negociações em Washington entre funcionários da administração Trump e do governo mexicano.

López Obrador celebrou o acordo no Twitter: "graças ao apoio de todos os mexicanos foi possível evitar a imposição de tarifas aos produtos mexicanos exportados para os Estados Unidos". "Nos reuniremos para celebrar amanhã, em Tijuana, às 5 da tarde". 

O chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, que liderou a delegação em Washington, avaliou que "se obteve um equilíbrio justo" nas negociações. "Chegamos a um ponto intermediário e aceitaram apoiar o programa que o México propõe para a América Central".

O governo de López Obrador aposta em promover o desenvolvimento na Guatemala, Honduras e El Salvador, origem da maioria dos emigrantes, para deter seu fluxo em direção aos Estados Unidos.

Os emigrantes centro-americanos abandonam seus países fugindo da falta de perspectiva econômica e da violência provocada pelas quadrilhas de criminosos.

Decidido a forçar o México a deter o crescente fluxo migratório em direção aos EUA, Trump havia anunciado na semana passada a adoção de tarifas sobre todos os produtos mexicanos a partir de 10 de junho, começando por 5% e aumentando mensalmente até 25%.

A medida era potencialmente desastrosa para o México, que destina 80% de suas exportações aos EUA. Na quinta-feira (6), o México informou aos Estados Unidos o envio de 6 mil homens da Guarda Nacional à fronteira com a Guatemala.

Mais de 144.000 migrantes, em sua maioria da América Central, foram detidos em maio na fronteira com o México, 32% mais que em abril, e o ritmo de chegada de imigrantes sem documentos, 677.000 desde outubro, é o mais alto desde 2006, segundo cifras oficiais americanas divulgadas antes do início das negociações.




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