Jornal do Commercio
Notícia
Encontro

Trump não vê tensão no G7 sobre guerra comercial

Presidente dos EUA, Donald Trump, também afirmou que está "muito perto" do acordo comercial com o Japão

Publicado em 25/08/2019, às 08h31

Reunião da cúpula do G7, começou neste sábado (24) na França / Jim Watson/ AFP
Reunião da cúpula do G7, começou neste sábado (24) na França
Jim Watson/ AFP
AFP

Donald Trump declarou neste domingo (25) que sua guerra comercial com a China não causa tensão na cúpula do G7, apesar das preocupações expressas por vários outros líderes.

O presidente dos Estados Unidos também afirmou em Biarritz (sudoeste da França) que não pretende tomar outras medidas contra Pequim neste momento.

"Eu acho que eles respeitam a guerra comercial. Ela deveria acontecer", disse Trump a repórteres antes de uma reunião com outros líderes do G7, incluindo Emmanuel Macron, Angela Merkel e Shinzo Abe.

Questionado sobre possíveis críticas de seus colegas sobre o assunto, ele insistiu: "não, de forma alguma. Eu não ouvi isso". 

Muitos líderes expressaram preocupações sobre o impacto negativo deste conflito comercial sobre a economia global e os mercados. Como o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que declarou claramente a Donald Trump que é "a favor de uma paz comercial" e que "não gosta de impostos alfandegários".

Os mercados financeiros caíram após o anúncio de taxas adicionais americanas sobre um total de 550 bilhões de dólares em importações chinesas, em resposta a um novo aumento das tarifas chinesas.



O presidente americano admitiu ter algumas dúvidas sobre a conveniência de intensificar sua guerra comercial. Ele apontou que se absteria, no momento, de declarar um estado de emergência nacional que permitiria, segundo ele, ordenar que as empresas americanas deixem a China.

"Eu tenho o direito, se eu quiser. Posso declarar estado de emergência nacional. Mas não tenho essa intenção por enquanto", disse ele.

Acordo

Em contrapartida, o republicano garantiu que está "muito perto" de concluir um "grande" acordo comercial com o Japão. Washington e Tóquio "trabalham nesse acordo há cinco meses", disse, antes de se reunir com Boris Johnson. 

Na sexta-feira, Donald Trump ameaçou Pequim com medidas drásticas, tuitando que "as empresas americanas têm ordens para começar imediatamente a procurar uma alternativa à China".

Apesar de seus comentários mais sutis neste domingo, Trump defendeu sua estratégia em relação à China, a quem ele acusa de "roubo de propriedade intelectual da ordem de 300 a 500 bilhões de dólares por ano".

"Estamos perdendo um total de cerca de US$ 1 trilhão por ano. E, sob muitos aspectos, é uma emergência", disse ele. 

Como vem dizendo há meses, o presidente americano reafirmou que a China acabará cedendo às demandas e mudando sua relação comercial com os Estados Unidos. "Estamos em discussões, eles querem um acordo tanto quanto nós", assegurou.




Os comentários abaixo são de responsabilidade dos respectivos perfis do facebook.

OFERTAS

Especiais JC

Especial Nova Rotação Especial Nova Rotação
As cidades estão entrando em colapso. Refletem o resultado da mobilidade urbana convencional, um mal incorporado à sociedade e de difícil enfrentamento.Mas o momento de inverter essa lógica é agora. Criar uma nova rotação para as cidades, para as pessoas
JC Recall de Marcas 2019 JC Recall de Marcas 2019
Pitú e Vitarella são as marcas mais lembradas pelo consumidor pernambucano, de acordo com a edição 2019 do Prêmio JC Recall de Marcas. O ranking foi feito a partir de levantamento do Harrop Pesquisa para o Jornal do Commercio.
Especial Tempo de Férias Especial Tempo de Férias
O tempo das férias finalmente chegou e com ele os vários planos sobre o que fazer no período livre. O JC traz algumas dicas de como otimizar o período para voltar renovado do merecido descanso.

    SIGA-NOS

    LICENCIAMENTO

  • Para solicitação de licenciamento, contactar editores@ne10.com.br

Jornal do Commercio 2019 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE |

PRIVACIDADE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM