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SUSPENSÃO

Google suspende venda de game sobre manifestações em Hong Kong

O game suspenso diverge com as regras e políticas da Google

Publicado em 10/10/2019, às 19h19

O aplicativo faz com que os seus jogadores interpretem manifestantes em Hong Kong / Foto: AFP
O aplicativo faz com que os seus jogadores interpretem manifestantes em Hong Kong
Foto: AFP
AFP

A gigante na Internet 'Google' retirou de sua loja de aplicativos online um videogame que permitia ao jogador interpretar um manifestante em Hong Kong, em um momento em que a China aumenta a pressão sobre empresas estrangeiras das quais suspeita de apoio aos manifestantes pró-democracia. 

Divergência

O aplicativo "The Revolution Of Our Times" (A revolução do nosso tempo, um dos lemas dos manifestantes) não se ajustava à política da Google, "que proíbe aos editores tirar proveito de acontecimentos sensíveis, tentando ganhar dinheiro com conflitos graves atuais ou tragédias", explicou a empresa nesta quinta-feira (10).

Esta intervenção foi decidida na companhia americana e se deveu a um pedido da polícia de Hong Kong, segundo informou a Google, embora vários meios de comunicação digam o contrário.

"Após um exame minucioso, estabelecemos que este aplicativo infringia nosso regulamento e o suspendemos, como fizemos em casos similares que tiravam proveito de outros acontecimentos como sismos, crise, suicídios e conflitos", acrescentou o grupo.

No videogame, o jogador se propõe a participar de uma manifestação no começo de junho e suas decisões, como comprar ou não equipamentos de proteção, têm consequências para ele. Pode ser preso e ver afetadas suas relações afetivas, segundo um artigo de Hong Kong Free Press. 



Segundo este veículo, "80% dos lucros do jogo seriam destinados a Spark Alliance, um fundo legal para os manifestantes detidos". O Google, assim como Twitter e Facebook, está bloqueado na China continental, mas não em Hong Kong. 

As três grandes redes sociais - o YouTube no caso do Google - tomaram medidas nos últimos meses para bloquear uma ampla campanha de propaganda, realizada pelas autoridades chinesas em suas plataformas para desacreditar a mobilização em busca de reformas democráticas.

Nas últimas semanas, essas empresas ocidentais cederam à pressão de Pequim. A Apple retirou na quinta-feira um aplicativo que permitia aos moradores de Hong Kong em um mapa.

Hong Kong, uma região semiautônoma do sul da China, vive desde junho sua pior crise política desde sua devolução em 1997 por Reino Unido, com manifestações quase diárias.




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