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opinião

Repórter que entrevistou Fábio Assunção pede menos moralismo e mais compaixão

''Moralismo, em vez de civilidade, nos leva à barbárie'', diz Bruno Albertim

Publicado em 25/06/2017, às 18h14

Fábio Assunção esteve envolvido numa confusão em Arcoverde neste fim de semana / Foto: Reprodução/Instagram
Fábio Assunção esteve envolvido numa confusão em Arcoverde neste fim de semana
Foto: Reprodução/Instagram
Bruno Albertim

Por uma coincidência qualquer, conversei com Fábio Assunção antes de ele virar, de novo, a atual notícia. Como sempre, um cara gentilíssimo, muito feliz de poder exibir o primeiro corte do documentário sobre o samba de Arcoverde.

O brilhantismo de sempre. Todos os mestres e brincantes entrevistados são unânimes em depor sobre sua delicadeza e honestidade no trato. Mais triste que saber que ele perdeu uma eventual batalha de sua luta publica contra um vício, é ver esse tribunal da pracinha virtual em gozo e linchamento com a tragédia individual de um ator.



Essa é uma questão de saúde. De humanidade. Seus eventuais excessos já estão sendo investigados criminalmente. Menos moralismo e mais compaixão, por favor. Moralismo, em vez de civilidade, nos leva à barbárie.

* Bruno Albertim é repórter do caderno de Cultura do JC

equipe vibrando depois de consertar o carro. #sertao #caatinga

Uma publicação compartilhada por Fabio Assunção (@fabioassuncaooficial) em


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Comentários

Por Henry David Thoreau,07/07/2017

Margarida, minha cara, eu até tenho algumas palavras para escrever por aqui referente à péssima matéria jornalística acima. Entretanto, diante do seu preciso, cirúrgico, certeiro e decisivo comentário, nem me atrevo a fazê-lo. Perfeita sua opinião! Parabéns!

Por MARGARIDA FERNANDA,25/06/2017

Quando é um cidadão comum, sem fama, sem ser ator da rede globo, não fica toda essa comoção "oh, coitadinho, oh bichinho, tenha peninha dele, tenha dó", Pergunto ao repórter que o entrevistou: se ele atropelasse a sua filha, esposa ou mãe, você pediria menos moralismo e mais compaixão? Ou pediria a sua prisão? Deixa de ser babaca.



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