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ESTABILIDADE

Editorial: Desaceleração da inflação é sinal positivo para a economia

A baixa inflação também indica a inércia em que o baixo nível de crescimento se sustenta

Publicado em 09/09/2019, às 07h30

Além do controle da inflação, o País aguarda a aprovação das reformas previdenciária e tributária, e seus efeitos sobre a organização do Estado / Foto: ABr
Além do controle da inflação, o País aguarda a aprovação das reformas previdenciária e tributária, e seus efeitos sobre a organização do Estado
Foto: ABr
JC Online

A desaceleração inflacionária é um sinal positivo de estabilidade na economia. Algo que nos acostumamos a valorizar desde a implantação do Plano Real, em 1994. Mas também indica a inércia em que o baixo nível de crescimento se sustenta. Por isso, há que se ter na inflação desacelerada uma condição importante, mas não suficiente, para o estabelecimento de melhores números de atividade econômica e o aumento do Produto Interno Bruto (PIB).

Além do controle da inflação, o País aguarda a aprovação das reformas previdenciária e tributária, e seus efeitos sobre a organização do Estado, os investimentos em infraestrutura e a geração de empregos. A importância da inflação baixa, no entanto, é inegável como premissa para que medidas de contenção dos gastos públicos, por um lado, e estímulo à economia, por outro, sejam tomadas. Vale notar a situação complicada na Argentina, onde o galope inflacionário é o retrato da desordem financeira, num cenário de cresce nte debilidade política e insegurança social.

Segundo o IBGE, a inflação no Brasil ficou em 0,11% em agosto, em comparação com 0,19% em julho, na evolução do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A maior influência para a alta foi a energia elétrica, cuja tarifa foi cobrada com acréscimo relativo à vigência da bandeira vermelha. A alta da conta de luz, que tinha sido de quase 4,5% em julho, caiu para 3,85% no mês passado. Em compensação, a queda no preço dos combustíveis ajudou a manter o nível inflacionário sob controle. Por causa disso, e da queda no preço das passagens aéreas apó s a alta estação das férias, com 15% de redução, o setor de transportes apresentou deflação de 0,39% no mês de agosto. Outro grupo em que a redução se verificou foi o de alimentos, com menos 0,35%, devido ao aumento da oferta pelos produtores.



INFLAÇÃO

A inflação acumulada em 12 meses é de 3,4%, persistindo abaixo da meta de 4,2% para 2019. A expectativa de analistas do BC é que este número gire em torno de 3,6% no final do ano. O que continua sendo bom para a macroeconomia, em sustentação à política economica do governo.

Se o controle inflacionário é uma notícia confortante, o potencial ocioso da economia que tal controle representa, no caso brasileiro, requer a atenção estratégica para devolver à atividade econômica sua capacidade de produzir bens e serviços, criar postos de trabalho e ampliar a distribuição de renda. Em ritmo contido de crescimento, a inflação baixa não nos basta.




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