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meio ambiente

Editorial: Conferência do clima deixa saldo positivo para o Recife

A contribuição do Recife, a partir dessa conferência de mudança do clima, foi manifestada na assinatura, pelo prefeito Geraldo Julio, do decreto que declara o reconhecimento à emergência climática global pelo município

Publicado em 08/11/2019, às 08h53

Esse encontro nacional em nossa capital teve um mérito expressivo desde a cerimônia de abertura / Foto: Adriana Guarda/JC
Esse encontro nacional em nossa capital teve um mérito expressivo desde a cerimônia de abertura
Foto: Adriana Guarda/JC
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A realização no Recife da Conferência Brasileira de Mudança do Clima promete deixar lições substanciais para todo o País e um saldo muito positivo para nossa capital, ponto de partida para uma visão mais ampla da questão ambiental por toda a região metropolitana e pelas maiores cidades de Pernambuco, onde indicadores de degradação ambiental já estão visíveis, sobretudo quando se trata da geração de resíduos, cuja destinação correta ainda não está resolvida. A contribuição do Recife, a partir dessa conferência de mudança do clima, foi manifestada na assinatura, pelo prefeito Geraldo Julio, do decreto que declara o reconhecimento à emergência climática global pelo município, com um ponto objetivamente definido: o estabelecimento de diretrizes.

Esse encontro nacional em nossa capital teve um mérito expressivo desde a cerimônia de abertura, caracterizada como um ato em defesa de um futuro mais sustentável e de baixo carbono que, emitido para a atmosfera pela queima de combustíveis fósseis e outras atividades humanas, é o principal gás do efeito estufa, contribuindo para o aquecimento global. Na abertura, o prefeito Geraldo Julio declarou seu compromisso perante esse desafio: “O Recife está decretando hoje o reconhecimento da situação de Emergência Climática global. Muitas cidades do mundo já reconheceram e isso possibilita que a cidade estabeleça metas de redução drástica das emissões de carbono até 2030 e de carbono zero até 2050”.



Essa perspectiva de emergência climática já deixou de ser tema acadêmico ou de trato restrito a encontros de administradores das grandes cidades e faz parte da sobrevivência global, sobretudo quando se constata que o decreto assinado durante a Conferência inclui o Recife numa mobilização internacional com mais de mil governos e entidades em 18 países. O que não deixa mais visível esse encontro em nossa capital é o grau de comprometimento da população. Políticas públicas devem dar respostas – principalmente ao priorizar as comunidades mais vulneráveis – mas os avanços com data marcada dentro dos próximos 30 anos não serão definitivos se não tiverem o envolvimento coletivo, que começa pela educação ambiental.

Como ficou visto no Inventário Estadual de Emissões de Gases de Efeito Estufa, a produção de resíduos urbanos foi a principal responsável pela emissão de gases do efeito estufa em Pernambuco em 2018. E essa não é uma constatação circunstancial, mas está projetada a partir dos mais desenvolvidos países. “A Europa pretende acabar com o desperdício, investindo no redesign dos produtos, em políticas de redução e de reuso e na maximização de reciclagem”, diz Stefano Ciafani, diretor nacional da Legambiente, a associação ambiental mais difundida na Itália, que tem a missão de aplicar a cultura ambiental como fundamento do desenvolvimento e bem-estar. É isso aí.




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