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PRESIDENCIÁVEIS

Com oito candidatos, primeiro debate foi superficial

Primeiro encontro não favoreceu aprofundamento dos temas pelos participantes

Publicado em 10/08/2018, às 02h21

O encontro foi promovido pela Band
 / Foto: Kelly Fuzaro/Band
O encontro foi promovido pela Band
Foto: Kelly Fuzaro/Band
Editoria de Política

Com muitos pré-candidatos e pouco aprofundamento de propostas, oito pré-candidatos à Presidência da República participaram nesta quinta-feira (9) do primeiro debate eleitoral, transmitido pela Band, com vários momentos cômicos. Preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, o ex-presidente Lula (PT) não foi autorizado pela Justiça Federal a participar do programa.

No debate, os pré-candidatos protagonizaram momentos de confronto. Temas como a reforma trabalhista, coligações partidárias e diferença salarial entre homens e mulheres foram usados contra adversários.

Na primeira pergunta entre os presidenciáveis, Guilherme Boulos (PSOL) questionou Jair Bolsonaro (PSL) sobre uma servidora do seu gabinete que seria fantasma e classificou o deputado de racista, machista e homofóbico. “Tem o papel de cuidar dos cachorros na casa dele em Angra dos Reis. Bolsonaro representa a velha política corrupta”, disparou Boulos. “Me orgulho da minha honestidade. Não de invadir propriedade dos outros. Vão uns desocupados invadir e levar terror para a cidade”, afirmou Bolsonaro, em resposta ao coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Ao citar a aliança entre Geraldo Alckmin (PSDB) e partidos do Centrão, Marina Silva (Rede) disse que parte dos integrantes do grupo tem “assaltado o povo brasileiro”. “Construímos aliança com o centro para aprovar rapidamente no início do ano as reformas que o Brasil precisa. Em todos os partidos, nós temos pessoas ótimas”, respondeu o tucano.

Quando Henrique Meirelles (MDB) questionou Álvaro Dias (Podemos) sobre “o fracasso do governo anterior”, em referência a Dilma Rousseff (PT), o adversário respondeu com críticas à taxa de juros da época em que o emedebista presidia o Banco Central. “O senhor, que passou por lá, deveria ter a explicação”, reagiu Álvaro, numa menção à atuação dele na gestão Lula. “Não participei do governo Dilma. Já começou se enganando na resposta”, reagiu Meirelles.



Depois de pedir a opinião de Alckmin sobre o Bolsa Família e ver o tucano elogiar o programa, Meirelles o confrontou sobre um editorial do PSDB que chamava a bolsa de “esmola” e “populismo rasteiro”. “O Bolsa Família é a junção de três programas do governo do PSDB: o Bolsa Escola, o Vale-Saúde e o Vale-Gás. Vamos ampliar”, prometeu Alckmin.

Após dizer que Ciro Gomes (PDT) era um dos fundadores do Foro de São Paulo, Cabo Daciolo (Patriota) pediu que ele explicasse o que era o plano Ursal. “Não sei o que é isso. Não fui fundador do Foro de São Paulo”, garantiu o pedetista. “É um plano da nova ordem mundial. A união de toda a América do Sul em uma nação. No nosso governo, o comunismo não vai prevalecer”, assegurou Daciolo. “Democracia é uma beleza, mas paga-se um preço alto por ela, como se vê”, ironizou Ciro referindo-se às insinuações de Daciolo.

Líder nas pesquisas de intenção de voto no cenário sem Lula, Bolsonaro priorizou perguntas sobre temas em que ele sabia que Álvaro Dias e Daciolo concordavam com ele. Temas como déficit fiscal, violência, educação e crise de refugiados da Venezuela acabaram tangenciando o debate, com propostas pouco detalhadas.

TRANSPOSIÇÃO

Mirando os votos do Nordeste, três presidenciáveis fizeram menções à Transposição do Rio São Francisco. “Vamos trazer de volta R$ 200 bilhões do BNDES e vamos investir prioritariamente na área social. Especialmente no Nordeste. E levar água para o semiárido”, afirmou Alckmin.

Marina e Ciro prometeram intensificar a revitalização do rio. “Infelizmente, o projeto foi abandonado. Era uma demanda fundamental para atender as bacias, sem as quais o Velho Chico pode vir a morrer”, sinalizou Marina. “É uma das 7,5 mil obras paradas que vou retomar imediatamente”, prometeu Ciro.

 





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