Jornal do Commercio
debate paralelo

Recordações marcam debate paralelo do PT nas redes sociais

O PT realizou uma transmissão paralela do debate da Band nesta quinta-feira (9)

Publicado em 10/08/2018, às 00h15

Com Lula impedido de participar do debate na TV Band, campanha de petista faz encontro paralelo para mobilizar militantes / Foto: Reprodução/Facebook
Com Lula impedido de participar do debate na TV Band, campanha de petista faz encontro paralelo para mobilizar militantes
Foto: Reprodução/Facebook
Da Editoria de Política com Agências

Em uma discussão recheada de recordações, o PT realizou uma transmissão paralela do debate da Band nas redes sociais para compensar a ausência do ex-presidente Lula no evento. Participaram o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, Manuela d'Ávila (PCdoB), que será a vice na chapa após a definição legal sobre a candidatura de Lula, da presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e de Sérgio Gabrielli, que foi presidente da Petrobras durante boa parte dos governos petistas e hoje coordena a campanha petista.

No primeiro momento, Haddad e Manuela aproveitaram e afirmaram que, ficou muito claro que o povo já percebeu a injustiça que está sendo cometida contra Lula. “Ele só está preso pois vai ganhar a eleição. Isso é o povo quem diz. Lula não foi julgado levando uma interpretação adequada do que diz a legislação, todo mundo vai percebendo, porque sabe que é ele que vai ganhar a eleição”.

Gleisi Hoffman, uniu-se ao debate paralelo da campanha após ir ao estúdio da TV em São Paulo, onde se realizou um confronto entre os demais candidatos. Ela ressaltou que protestou em relação a ausência de Lula no confronto e foi bem recebida pelo candidato do PSol, Guilherme Boulos, que defendeu a participação de Lula no encontro de presidenciáveis

 

 

A Band chegou a convidar Lula para o debate desta quinta-feira, mas o ex-presidente foi impedido pela Justiça. O petista está preso desde abril por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Os comentários dos petistas eram intercalados por alguns vídeos gravados de Lula, nos quais ele relembrava conquistas do seu governo e explicava algumas de suas propostas para o Brasil, em especial para a recuperação da economia. A transmissão também mostrou depoimentos de cidadãos comuns que apoiam o ex-presidente, como o de um desempregado que disse ter vontade de voltar a trabalhar.

Interação com debate da Band

A transmissão do PT buscou interagir com o que diziam os demais candidatos na Band. Depois de Alckmin afirmar que iria melhorar a saúde em um eventual governo seu, Haddad rebateu: "Como o Alckmin diz que vai melhorar a saúde se ele participa do governo Temer? Por que já não fizeram isso? O PSDB é a base de sustentação do governo Temer no Congresso", disse.

Durante boa parte da transmissão, Haddad direcionou ataques ao PSDB do candidato Geraldo Alckmin e ao MDB do presidente Michel Temer e do candidato Henrique Meirelles. "O Temer, apoiado pelo PSDB, deu um reajuste de salário mínimo abaixo da inflação. Isso significa que o trabalhador humilde vai perder poder de compra", disse Haddad.



"Temer também aprovou uma maluquice que é o teto de gasto, que congela os gastos por 20 anos. O PSDB e o MDB sustentam que essa medida é correta", acrescentou.

 

 

O vice de Lula ainda comentou também que vários candidatos que participam do debate, além de Alckmin, dão sustentação ao governo atual. Logo após, enfatizou que Alckmin e Meirelles são os candidatos que representam a continuidade de Michel Temer.

 

 

Já outro momento, quando Alckmin prometeu aumentar os salários, Gabrielli disse que o tucano e seu partido são responsáveis pela situação vivida pelo Brasil hoje. "Eles não podem fugir da responsabilidade que tiveram", disse o ex-presidente da Petrobras. "E quem deu o golpe foi o PSDB. O MDB foi só um instrumento", afirmou a senadora Gleisi Hoffmann.

Na única menção ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), quando o deputado federal condicionou a flexibilização de leis trabalhistas à geração de emprego, Haddad disse que era difícil comentar o que afirmava Bolsonaro em razão da "dificuldade de argumentação" do militar. 

Além dos ataques ao PSDB e ao MDB, Haddad afirmou que o PT vai levar a candidatura de Lula "até as últimas consequências". "É muito importante que Lula tenha as prerrogativas de um cidadão comum. Não queremos que Lula seja tratado acima da lei, mas que também não seja tratado abaixo da lei", afirmou. "A decisão judicial que impediu Lula de participar do debate foi antidemocrática e é incompatível com a legislação atual", disse.





Os comentários abaixo são de responsabilidade dos respectivos perfis do facebook.

OFERTAS

Especiais JC

Especial Tempo de Férias Especial Tempo de Férias
O tempo das férias finalmente chegou e com ele os vários planos sobre o que fazer no período livre. O JC traz algumas dicas de como otimizar o período para voltar renovado do merecido descanso.
Copa América no Brasil Copa América no Brasil
Confira a relação da Copa América com o Brasil, o histórico e detalhes da edição deste ano, na qual a seleção terá que se virar sem Neymar, cortado do torneio. Catar e Japão participam como convidados
O nome dele era Gabriel Diniz O nome dele era Gabriel Diniz
José Gabriel de Souza Diniz, o Gabriel Diniz, ou simplesmente GD como os fãs o chamavam, morreu precocemente, aos 28 anos, em um acidente com um pequeno avião no litoral sul de Sergipe ocorrido na segunda-feira, 27 de maio de 2019.

    SIGA-NOS

    LICENCIAMENTO

  • Para solicitação de licenciamento, contactar editores@ne10.com.br

Jornal do Commercio 2019 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE |

PRIVACIDADE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM