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CONTRADIÇÕES

Quem é Adélio, o homem que esfaqueou Bolsonaro a 'ordem de Deus'

A Polícia Federal duvida da 'integridade psicológica' do homem que esfaqueou Bolsonaro em comício

Publicado em 06/09/2018, às 19h00

Adelio Bispo de Oliveira tem 40 anos e completou curso superior. Ele é natural de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais / Foto: Reprodução/ Facebook
Adelio Bispo de Oliveira tem 40 anos e completou curso superior. Ele é natural de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais
Foto: Reprodução/ Facebook
JC Online com Agências

O homem que esfaqueou o candidato Jair Bolsonaro na tarde desta quinta-feira (6) durante comício em Minas Gerais mostrou ter diversas posições ideológicas contraditórias no Facebook. Adélio Bispo de Oliveira afirma ter cumprido uma 'ordem de Deus' enquanto era conduzido pelos policiais, segundo a Revista Piauí. A Polícia Federal disse, ainda, que duvida da "integridade psicológica" de Adélio. Em depoimento, o agressor de Bolsonaro alegou 'questões pessoais'.

No própria rede social, Adélio faz diversas publicações com mensagens de ódio a Jair Bolsonaro. Entretanto, Além de ser contra o candidato do PSL, o infrator chegou a realizar diversas publicações contra o PT, Geraldo Alckmin e o comunismo. No Facebook, é possível ver que Adélio tem posições contraditórias ao publicar vídeo favorável ao presidente venezuelano Nicolás Maduro e realizar publicações falando do fim do comunismo.

A contradição do Adélio se propaga em publicações em que ele afirma que Lula dispara na liderança das eleições e que o "nazi" Bolsonaro está atrás na disputa presidencial. No entanto, em outra publicação, ele critica Lula, afirmando que o ex-presidente teria gastado 75 bilhões em uma refinaria e agora os brasileiros "pagam a conta".

Maçonaria

Adélio faz diversas publicações contra a maçonaria, chegando a relacionar o candidato Jair Bolsonaro à maçonaria. "30 mil comunistas deveria terem sido assassinatos durante o governo militar??, númerologia maçonica??, 30 mil indios foram massacrados em uberaba - mg pelo major eustaquio, 30 mil negros foram massacrados no quilombo dos palmares, 30 mil indios foram presos onde hoje é curitiba, e foçados a andra até são paulo, onde um número grande destes morreram durante a viagem, numerologias que conicidem entre sim, e claro sempre vinda da direita maçonica, capitalista burguesa nazista", publicou Adélio.

Em outras publicações, Adélio relata um vídeo, no dia 12 de julho, defendendo o ex-candidato à presidente Eneas. Na publicação tem a descrição: "se esse cara tivesse sido Presidente do Brasil (Enéas), hoje não estaríamos passando por isso tudo". Em outra publicação, no dia 12 de junho, o infrator relatou ser a favor do candidato Cabo Daciolo (Patriota).



"AINDA NÃO COLOCARAM O NOME DESTE NAS PESQUISAS", publicou Adélio em um vídeo em que Cabo Daciolo faz um discurso como pré-candidato à presidência. 

Adélio também chegou a ser filiado ao PSOL entre 2007 e 2014, quando realizou a desfiliação. No entanto, o PSOL afirma que o fato do esfaqueador já ser filiado ao partido não muda o posicionamento dele, que repudia o atentado sofrido por Jair Bolsonaro.

Passagem pela polícia

Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos, já tinha sido acusado pelo crime de lesão corporal, segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (MG). O boletim de ocorrência em que Oliveira é acusado de atentar contra a integridade física de outras pessoas é de 2013.

De acordo com a assessoria do 2º Batalhão da Polícia Militar em Juiz de Fora, Adelio Bispo de Oliveira tem 40 anos e completou curso superior. Ele é natural de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais.

Nas redes sociais, Adélio Bispo de Oliveira indicou ter frequentado em julho uma escola de tiros em Santa Catarina. 




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