Jornal do Commercio
CAUSA E EFEITO

Mulheres se unem nas redes contra Bolsonaro

Em contrapartida, um grupo de mulheres também criou um grupo a favor do candidato chamado "Mulheres com Bolsonaro"

Publicado em 13/09/2018, às 09h45

As criadoras do grupo afirmam que o objetivo não é apoiar nenhum partido / Foto:: Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil
As criadoras do grupo afirmam que o objetivo não é apoiar nenhum partido
Foto:: Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Estadão Conteúdo

Criado no dia 30 de agosto no Facebook, o grupo "Mulheres Unidas contra Bolsonaro", dedicado a se opor ao candidato do PSL à Presidência, "quebrou" a internet. O agrupamento, formado apenas por eleitoras, começou a chamar a atenção na segunda-feira (10), ao agregar mais de 300 mil mulheres em um único dia. Dois dias depois, atingiu 1,2 milhão - o equivalente a 1,5% do eleitorado feminino apto a votar este ano.

As adesões acumuladas em alta velocidade mostram a rejeição que o presidenciável enfrenta entre eleitoras - a maioria das votantes no Brasil. Bolsonaro lidera as pesquisas com 26% das intenções de voto, mas entre o eleitorado feminino sua rejeição é de 50%, segundo pesquisa Ibope divulgada na terça-feira (11).

As criadoras do grupo afirmam que o objetivo não é apoiar nenhum partido e que todas as posições políticas são bem-vindas, desde que não votem no candidato do PSL, a quem chamam de "inominável" ou "coiso". O grupo aproveita a grande mobilização online para marcar atos públicos contra o candidato na sexta-feira, na Avenida Paulista, em São Paulo, e no dia 29, na Cinelândia, no centro do Rio, entre outros eventos.

"Numa conversa informal, resolvemos criar o grupo para demonstrar a nossa insatisfação em relação à candidatura do inominável por conta de seu discurso misógino, de ódio às minorias", disse a publicitária Ludmila Teixeira, criadora do grupo.



A campanha de Bolsonaro nega o discurso machista e reclama da exploração de imagens do deputado empurrando e insultando a colega deputada Maria do Rosário (PT-RS) e ofendendo uma repórter.

Reação

"As mulheres são o grande calcanhar de Aquiles de Bolsonaro", afirmou o diretor de Análises de Políticas Públicas da FGV, Marco Aurélio Ruediger. "É uma reação importante acontecendo diante das posturas desse candidato", disse a professora de Direito da FGV/SP Luciana Ramos, especialista em participação feminina na política.

Também foram criados grupos de mulheres de apoio a Bolsonaro, mas eles não chegam a ter a 100 mil integrantes. Uma manifestação chamada "Mulheres com Bolsonaro" foi marcada para o dia 29, na Candelária, no centro do Rio, para "contrapor ao evento criado pelo movimento feminista", afirma um texto que circula nas redes.



Comentários

Por Pablo Picassso,13/09/2018

Cade as mulheres? Uma dessas ai levantou o braço e estava toda peluda as axilas...

Por Álvaro,13/09/2018

É muito Sensacionalismo todas as mulheres defende outras isso é 100% Uma Deputada do PT defende um estuprador que passou 3 dias com a menina e depois matou cade os direitos humanos Jair Bolsonaro um politico que fala o que pensa lhe censuram essas feministas preferem defender o quanto pior melhor passa a mão na cabeça em tudo. defende estuprador , defende homicida que mata um pai de familia e estuprador que pega mulheres e criancinhas é tanta hiprocrisia pq ainda não aconteceu com nenhuma delas ou em alguem da familia queria ver como seria a reação delas.

Por willian Santiago,13/09/2018

o Henrique Suassuna ta correto era para essas mulheres idiotas criar um grupo contra quem defende os bandidos que himilham , estupram e matam as mulherem, não o Bolsonaro que defende a segurança das mulherem vitimas de bandidos. Feministas loucas e burras essas aí.

Por MBarros,13/09/2018

kkkkkkkkkkk Faltou acrescentar : mulheres feias e derrubadas! As Top votam em Bolsonaro! Aguardando a publicação...sinto uma certa perseguição às minhas postagens por parte do JC...

Por maciel,13/09/2018

Os 100 noção continuam a povoar essa pagina. Qm aguenta rsrs



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