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PRTB

Mourão defende urna eletrônica com voto impresso

Ele afirmou que a ''urna eletrônica terá que ter, em algum momento, um mecanismo que imprima o voto''

Publicado em 18/09/2018, às 23h15

Para Mourão, sem impressão do voto, ficará pairando
Para Mourão, sem impressão do voto, ficará pairando "para sempre essa desconfiança"
Foto: Exército Brasileiro
Estadão Conteúdo

O general Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), defendeu nesta terça-feira (18), que o Brasil tenha o voto impresso, ainda que no futuro. Ao ser questionado sobre o assunto durante palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na manhã desta terça, ele afirmou que a "urna eletrônica terá que ter, em algum momento, um mecanismo que imprima o voto".

Mourão comparou o sistema ao dos bancos. "Quando vamos ao banco, não temos um comprovante impresso? É a mesma coisa", afirmou, dizendo que sem a impressão do voto, ficará pairando "para sempre essa desconfiança".

No último domingo, Jair Bolsonaro apontou a "possibilidade de fraude" nas próximas eleições. Em transmissão ao vivo nas redes sociais, o candidato disse que as eleições de outubro podem resultar em uma "fraude" por causa da ausência do voto impresso. "A grande preocupação realmente não é perder no voto, é perder na fraude. Então essa possibilidade de fraude no segundo turno, talvez até no primeiro, é concreta", declarou Bolsonaro, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o primeiro turno e vê risco de derrota em cenários de segundo turno.

Na segunda, Mourão já havia amenizado a fala do presidenciável. O general afirmou que é preciso "relevar" as últimas declarações do capitão reformado.

Segundo Mourão, os comentários de Bolsonaro foram feitos por um homem que "praticamente morreu". "Vocês têm que relevar um homem que quase morreu há uma semana, fez duas cirurgias", disse o general a jornalistas, após participar de um evento em São Paulo

Declarações sobre família

Em palestra na ACSP, Mourão também falou sobre as declarações dadas na segunda-feira na qual ligou famílias pobres "onde não há pai e avô, mas sim mãe e avó" a uma "fábrica de desajustados", que fornecem mão de obra ao narcotráfico. "Um órgão de imprensa disse que critiquei as mulheres, estou apenas fazendo a constatação de coisas que ocorrem em comunidades carentes, com famílias lideradas por mães e avós, pois o homem ou morreu ou está preso, e a maioria dessas mulheres são trabalhadoras, cozinheiras, faxineiras e não tem com quem deixar seus filhos porque não tem creche e escola de tempo integral, então, essa criança vira presa fácil do narcotráfico."



Na palestra que durou cerca de uma hora, o general, sem citar nominalmente Fernando Haddad, cabeça de chapa do PT nessas eleições presidenciais, criticou o adversário em mais de uma ocasião.

Segundo Mourão, o petista disse que vai implantar, se eleito, reformas como a previdenciária, fiscal e tributária. "Ele deve ter copiado (as propostas) de Bolsonaro", ironizou, destacando que nos governos desse partido, isso jamais foi privilegiado.

Em outro trecho da palestra, Mourão disse querer ver, na prática, como o outro candidato (Haddad) vai cortar os gastos públicos se o modus operandi de seu partido é colocar na máquina pública os apadrinhados.

Numa resposta às críticas que suas declarações provocam, como a de uma nova constituinte sem a participação obrigatória de pessoas eleitas pela população, Mourão se disse democrático. "Não sou antidemocrático, se fosse não estaria disputando essas eleições, estaria em casa limpando as minhas armas."

Na palestra, ele citou ainda a prioridade, em um eventual governo de Jair Bolsonaro, da urgência de se colocar em execução da reforma da Previdência. "Estamos nos aposentando cedo demais, expectativa de vida aumentou mais 20 anos", emendou.




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