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PP declara neutralidade no segundo turno

O ''Progressistas adotará uma postura de absoluta isenção e neutralidade no segundo turno das eleições presidenciais'', informou o partido

Publicado em 09/10/2018, às 17h35

Outros partidos também começaram a definir a sua posição para o segundo turno / Fotos: NELSON ALMEIDA / AFP
Outros partidos também começaram a definir a sua posição para o segundo turno
Fotos: NELSON ALMEIDA / AFP
Estadão Conteúdo

O Partido Progressista (PP), da coligação do governo de Michel Temer, se declarou neutro para o segundo turno da eleição presidencial disputado entre Jair Bolsonaro (46%) e Fernando Haddad (29%).

O "Progressistas adotará uma postura de absoluta isenção e neutralidade no segundo turno das eleições presidenciais. Faz convicto de que essa é a melhor contribuição que pode oferecer ao debate", informa o partido em comunicado.

Com três ministros no gabinete de Temer, o partido de direita, um dos mais atingidos pela Operação Lava Jato, teve 37 deputados eleitos no domingo, frente aos 54 na legislatura anterior. Ainda assim, será a terceira força da Câmara.

Atualmente está dividido. A senadora Ana Amélia Lemos, que foi candidata à vice-presidência na chapa de Geraldo Alckmin (4,76% dos votos), pediu votos para Bolsonaro, assim como o PP no Rio Grande do Sul.

O PP, herdeiro do partido governista Arena durante a ditadura militar (1964-1985), participou nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2020) e de Dilma Rousseff (2011-2016), apoiando finalmente o impeachment da presidente.



Outros partidos

Outros partidos começam a definir a sua posição para o segundo turno, em 28 de outubro.

O partido Novo, do candidato João Amoêdo (2,50%), também apostará na neutralidade, ainda que tenha deixado claro que vê o Partido dos Trabalhadores (PT) de Haddad como seu principal inimigo. "O Novo não apoiará nenhum candidato à Presidência, mas somos absolutamente contrários ao PT, que tem ideias e práticas opostas às nossas", afirmou.

O PSDB de Alckmin ainda não se manifestou, mas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso declarou na segunda-feira ao jornal O Globo que "nenhum dos dois é do meu agrado, mas o Bolsonaro está excluído. Não tem sentido".

Marina Silva (1%) afirmou no domingo que fará oposição a qualquer um que seja eleito presidente, mas seu partido Rede discute sua posição para o segundo turno. 

Haddad recebeu o apoio de Guilherme Boulos, do partido de esquerda PSOL (0,58%).

Seu principal apoio deverá vir de Ciro Gomes (12,47%), que no domingo afirmou que sua prioridade seria "lutar pela democracia e contra o fascismo".




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