Jornal do Commercio
Eleições 2018

Saiba como os partidos se posicionaram para a disputa do segundo turno das eleições presidenciais

Segundo turno das eleições entre Bolsonaro e Haddad acontecerá no dia 28 de outubro

Publicado em 09/10/2018, às 18h02

Apoio dos partidos pode ser fundamental para uma vitória no segundo turno / Fotos: AFP
Apoio dos partidos pode ser fundamental para uma vitória no segundo turno
Fotos: AFP
JC Online
Atualizada em 11.10.2018 às 14h33

Após a definição do segundo turno das eleições presidenciais entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), começou a corrida para definir as coligações dos demais partidos para saber quem vai apoiar quem no pleito marcado para o dia 28, quando será definido o futuro presidente do Brasil.

Na disputa do primeiro turno, Bolsonaro teve 49.276.897 dos votos válidos, o equivalente a 46,03%. Já Haddad teve 31.341.997 votos válidos, ou 29,28%.

JC-POL1010_CAN01_CANDIDATOS

Confira abaixo, em ordem alfabética, como cada partido se posicionou até o momento:

Democratas Cristão - neutro

Presidido por Eymael, que esteve na disputa presidencial no primeiro turno, o Democratas Cristão decidiu nesta terça-feira (9) que não apoiará candidato algum no segundo turno. Sendo assim, os filiados estão liberados para apoiar qualquer um dos dois candidatos. 

DEM - neutro

O Democratas soltou nota na manhã desta quarta-feira (10) para informar que está liberando os líderes e militantes da legenda para apresentar a sua manifestação de voto no segundo turno, “seguindo as suas convicções”. No documento, o DEM afirma que mantém o compromisso de contribuir com a construção de um “Novo Brasil” e diz que o momento pede a substituição da prática do “toma lá dá cá” da velha política pelos verdadeiros interesses públicos. 

Novo - neutro

O partido Novo informou na manhã desta terça-feira (9), que não deve apoiar ninguém no segundo turno das eleições presidenciais, que serão decididas entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

"O Novo não apoiará nenhum candidato à Presidência, mas somos absolutamente contrários ao PT, que tem ideias e práticas opostas às nossas", diz nota da legenda enviada à imprensa. Com pouco mais de 2,7 milhões de votos, o candidato João Amoêdo, líder do partido, ficou em quinto lugar na disputa presidencial, à frente de nomes como Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e o senador Alvaro Dias (Podemos).

PP - neutro

O Partido Progressista (PP), da coligação do governo de Michel Temer, se declarou neutro para o segundo turno da eleição presidencial disputado entre Jair Bolsonaro (46%) e Fernando Haddad (29%).

O "Progressistas adotará uma postura de absoluta isenção e neutralidade no segundo turno das eleições presidenciais. Faz convicto de que essa é a melhor contribuição que pode oferecer ao debate", informa o partido em comunicado.

PPL - Haddad

Partido do candidato derrotado no primeiro turno João Goulart Filho, o Partido Pátria Livre (PPL), divulgou, através de uma nota nesta terça-feira (9), que apoiará no segundo turno das eleições presidenciais o petista Fernando Haddad. Na nota, Goulart disse que o país corre um "grande risco" diante da possibilidade de Jair Bolsonaro sair vitorioso nas urnas. 

PPS - neutro

A Comissão Executiva Nacional do PPS decidiu, nesta quarta-feira (10), manter a neutralidade no segundo turno da eleição presidencial. Para o partido, as candidaturas de Bolsonaro e de Haddad “trazem a marca de uma conflagração que alimenta radicalismos políticos sob a insígnia do ‘nós contra eles’, que ameaçam o próprio processo democrático”, diz o documento aprovado pelos dirigentes do PPS.

PR - neutro

O Partido da República (PR) liberou seus parlamentares para apoiar qualquer um dos candidatos a presidente da República no segundo turno das eleições 2018. 

No comando do PR, o ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão, comunicou aos parlamentares sobre a decisão de neutralidade, depois de participar de reunião ontem com outros dirigentes de partidos do Centrão (DEM, PP, PRB e Solidariedade), que estavam coligados ao tucano Geraldo Alckmin, derrotado no primeiro turno.



PRB - neutro

O PRB decidiu na noite desta terça-feira (9) liberar seus filiados no segundo turno para fazer campanha para o candidato do PSL a presidente da República, Jair Bolsonaro, ou para o presidenciável do PT, Fernando Haddad. A maior parte da bancada parlamentar, no entanto, prefere e pretende se engajar na campanha de Bolsonaro. O líder do PRB, deputado Celso Russomanno, terceiro mais votado em São Paulo, gravará um vídeo de apoio a Bolsonaro, a pedido do presidenciável.

PSB - Haddad

Os integrantes da Executiva Nacional do PSB decidiram nesta terça-feira (9) que a sigla apoiará oficialmente Fernando Haddad, do PT, no segundo turno da eleição presidencial. Os diretórios do Distrito Federal e de São Paulo, no entanto, foram liberados para se posicionarem de forma independente. Ao anunciar a decisão, o presidente da sigla, Carlos Siqueira, afirmou, no entanto, que o partido cobrará de Haddad a formação de uma frente democrática envolvendo além de partidos políticos, atores da sociedade civil.

PSC

O Partido Social Cristão (PSC), ligado à Assembleia de Deus, maior igreja evangélica do País, declarou oficialmente nesta quinta-feira (11) apoio a Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, no segundo turno da eleição contra Fernando Haddad (PT). "O PSC, um partido que defende bandeiras liberais na economia e conservadoras nos costumes, tem certeza de que as propostas do candidato do PSL são as melhores para o Brasil", disse a direção do partido, em comunicado oficial.

PSD - neutro

O Partido Social Democrático (PSD), do ministro de Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab, optou pela neutralidade no segundo turno das eleições presidenciais. Após consultas internas, a legenda, considerando os diferentes cenários locais, optou por liberar seus filiados para declarar apoio individualmente. No primeiro turno, o partido apoiou o tucano Geraldo Alckmin.

PSDB - neutro

Após bate-boca entre o presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, e o candidato do partido ao governo de São Paulo, João Doria, os tucanos decidiram liberar os correligionários e não vão apoiar nenhum candidato no segundo turno da disputa presidencial entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). "Não apoiaremos nem o PT nem o candidato Bolsonaro. O PSDB decidiu liberar seus militantes e seus líderes", anunciou Alckmin

PSOL - Haddad

A executiva nacional do PSOL oficializou, nesta segunda-feira (8), o apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) no segundo turno da eleição presidencial deste ano. Segundo o texto, a disputa com Jair Bolsonaro (PSL) se caracteriza como "a continuidade da luta contra o fascismo e o golpe".

"O PSOL compreende que a luta para derrotar Bolsonaro no 2º turno é para defender e ampliar direitos e não para negociá-los. Seguiremos enfrentando privilégios e lutando para que o povo ocupe o centro das decisões. Só assim será possível garantir um ciclo de esperança, justiça, igualdade e soberania no Brasil", diz o texto da nota.

PTB - Bolsonaro

Após integrar a coligação do candidato derrotado Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno, o PTB decidiu apoiar Jair Bolsonaro (PSL) no turno. A decisão foi comunicada nesta terça-feira, 9, e aconteceu após reunião da executiva nacional da sigla, presidida por Roberto Jefferson.

"Acreditamos que Jair Bolsonaro trabalhará para que o nosso país volte aos trilhos do desenvolvimento social e econômico, e pela pacificação e união do povo brasileiro", diz o partido em nota divulgada nesta terça. Na eleição deste ano, o partido encolheu na Câmara, passando de 19 para 10 deputados.

Rede - neutro

A Rede Sustentabilidade, partido de Marina Silva, divulgou nota nesta quinta-feira (11) recomendando que "seus filiados e simpatizantes não destinem nenhum voto ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) e, isso posto, escolham de acordo com sua consciência votar da forma que considerem melhor para o país". Entretanto, o partido também afirma que "não tem ilusões quanto às práticas condenáveis do PT, dentro e fora do governo", e que será oposição democrática ao governo de qualquer um dos candidatos que saia vencedor do embate a que se reduziu essa eleição.

Solidariedade - neutro

O Solidariedade, partido do Centrão presidido pelo deputado Paulo Pereira, oficializou nesta quarta-feira (10) que o vai se manter neutro na disputa pelo segundo turno das eleições nacionais. Apesar da neutralidade, a maioria do partido deve apoiar Fernando Haddad (PT) nos Estados. Mais cedo, a Força Sindical, principal base do Solidariedade, acompanhou outras seis centrais e declarou apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT). Segundo elas, Bolsonaro tem um programa contra os trabalhadores.




Os comentários abaixo são de responsabilidade dos respectivos perfis do facebook.

OFERTAS

Especiais JC

Especial Nova Rotação Especial Nova Rotação
As cidades estão entrando em colapso. Refletem o resultado da mobilidade urbana convencional, um mal incorporado à sociedade e de difícil enfrentamento.Mas o momento de inverter essa lógica é agora. Criar uma nova rotação para as cidades, para as pessoas
JC Recall de Marcas 2019 JC Recall de Marcas 2019
Pitú e Vitarella são as marcas mais lembradas pelo consumidor pernambucano, de acordo com a edição 2019 do Prêmio JC Recall de Marcas. O ranking foi feito a partir de levantamento do Harrop Pesquisa para o Jornal do Commercio.
Especial Tempo de Férias Especial Tempo de Férias
O tempo das férias finalmente chegou e com ele os vários planos sobre o que fazer no período livre. O JC traz algumas dicas de como otimizar o período para voltar renovado do merecido descanso.

    SIGA-NOS

    LICENCIAMENTO

  • Para solicitação de licenciamento, contactar editores@ne10.com.br

Jornal do Commercio 2019 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE |

PRIVACIDADE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM