Jornal do Commercio
ELEIÇÕES 2018

Sobre Paulo Guedes, Haddad diz que Bolsonaro quer colocar 'raposa pra cuidar de galinheiro'

À Rádio Jornal, o candidato Fernando Haddad criticou aliado de Bolsonaro, disse que Lula é inocente e prometeu concluir obras paradas do NE

Publicado em 10/10/2018, às 09h37

Haddad disputa a Presidência contra Bolsonaro no segundo turno / Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Haddad disputa a Presidência contra Bolsonaro no segundo turno
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Da Editoria de Política

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, afirmou na manhã desta quarta-feira (10) que seu adversário no segundo turno, Jair Bolsonaro (PSL), quer colocar 'a raposa para cuidar do galinheiro'. A frase faz referência ao economista Paulo Guedes, que deve ser o ministro da Fazenda, caso Bolsonaro seja eleito.

"Ao contrário do meu adversário (Bolsonaro), não vou colocar um banqueiro no Ministério da Fazenda e o juros vai baixar de todo jeito. Ele quer colocar a raposa pra cuidar dos galinheiro. Vou colocar um ministério comprometido com o povo, que não corte direitos. Meu ministro da Fazenda vai fazer reforma tributária e terá respeito com nordestino, com as mulheres, com os direitos sociais, os direitos trabalhistas, a cultura e educação", disse Haddad em entrevista à Rádio Jornal Caruaru.



'Quem vai soltar Lula é a Justiça', diz Haddad

O petista voltou a enfatizar que não vai trabalhar para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha uma soltura facilitada. Mas afirmou que acredita na inocência do padrinho político e que a Justiça irá absolvê-lo. "Quem vai soltar Lula é a Justiça quando tiver recurso julgado. Todos tem direito à apelação. A Polícia Federal e o Ministério Público, no meu governo, receberão apoio para não colocar a sujeira para debaixo do tapeta, vamos continuar investigações em busca da verdade", afirmou o candidato a presidente. Lula está preso desde abril na carceragem da Polícia Federal após condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).

Nessa terça-feira, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), disse que Haddad, a pedido de Lula, não deve visitá-lo em Curitiba na etapa final da campanha. Ir a Curitiba nas segundas-feiras passou a fazer parte da rotina de Haddad, como ocorreu na segunda-feira, logo após o primeiro turno das eleições. De acordo com Gleisi, foi o próprio Lula que determinou a Haddad para concentrar os esforços na campanha.





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