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WhatsApp diz que investiga suposto disparo de mensagens contra Haddad

Segundo a Folha de S. Paulo, os disparos de milhões de mensagens são comprados por empresas que apoiam Bolsonaro

Publicado em 18/10/2018, às 22h51

"Temos tecnologia de ponta para detecção de spam que identifica contas com comportamento anormal ou automatizado", diz nota do aplicativo
Foto: Allan White/ Fotos Públicas
Estadão Conteúdo

O aplicativo de mensagens WhatsApp informou nesta quinta-feira (18) em nota, que investiga o suposto disparo em massa de mensagens contra o Partido dos Trabalhadores por empresários que apoiam o candidato Jair Bolsonaro (PSL). O caso foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo.

O aplicativo confirmou a abertura da investigação em nota enviada ao jornal O Estado de S. Paulo. O Whatsapp, ainda na nota, afirma que "tem proativamente banido centenas de contas durante o período das eleições brasileiras".

"Temos tecnologia de ponta para detecção de spam que identifica contas com comportamento anormal ou automatizado, para que não possam ser usadas para espalhar spam ou desinformação", diz a nota.



Disparos de mensagens

Segundo a Folha, os disparos de milhões de mensagens são comprados por empresas que apoiam o candidato por até R$ 12 milhões. A reportagem afirma que os preços variam de oito a doze centavos por mensagem para contatos de bases de dados fornecidas pelo candidato e das agências que prestam esse tipo de serviço.

Sobre o envio em massas de mensagens via o aplicativo, o WhatsApp afirmou que está comprometido em reforçar suas políticas para proteger a experiência do consumidor. "No mundo, o limite de membros para grupos é 256 pessoas. Para encaminhamento de mensagens, há um limite global de 20 mensagens (exceto na Índia, onde o limite são cinco mensagens)", diz a nota.




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