Jornal do Commercio
Direitos Humanos

Há inversão de valores no tema direitos humanos, diz provável ministro da Defesa

Para o general Augusto Heleno, talvez não seja necessário um ministério dos Direitos Humanos, mas uma secretaria que cuide do tema

Publicado em 31/10/2018, às 09h48

O militar também disse que há muito a desejar no aspecto teórico do combate à criminalidade / Foto: Antônio Cruz/ABr
O militar também disse que há muito a desejar no aspecto teórico do combate à criminalidade
Foto: Antônio Cruz/ABr
Estadão Conteúdo

O futuro ministro da Defesa do governo Jair Bolsonaro, general Augusto Heleno, disse na manhã desta quarta-feira (31) em entrevista à Rádio Eldorado, que é uma honra e uma realização profissional comandar essa pasta. Alertou, contudo, só poderá falar como titular do posto quando ver seu nome no Diário Oficial da União (DOU).

"Tenho idade suficiente para não alimentar nada que não seja realidade ainda, prefiro que a confirmação do meu nome seja feita no DOU", disse. Heleno afirmou que tem reunião nesta quarta-feira com o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e que, na prática, a transição já começou.

Na sua avaliação, a estrutura do Ministério da Defesa é sólida e foi uma das menos afetadas pelas gestões anteriores, que classificou de "catastróficas". Indagado sobre uma questão em pauta neste pleito e após o resultado da urnas, a defesa dos direitos humanos, o general disse que hoje há uma inversão de valores nessa questão e que há muito a desejar no aspecto teórico do combate à criminalidade.

Na sua avaliação, talvez não seja necessário um ministério dos Direitos Humanos, mas uma secretaria que cuide do tema. "O assunto direitos humanos é de alta relevância, se mudar estrutura não vai mudar sua importância", emendou.



Intervenção federal no RJ

Sobre a continuidade ou não da intervenção federal no Rio de Janeiro, Heleno disse que a decisão caberá ao futuro presidente Jair Bolsonaro. Mas se disse chocado em ver criminosos exibindo armamentos de guerra em zonas urbanas e debochando dos civis.

"É preciso lei pra voltar respeito às forças legais, aí modificaremos a atitude das forças criminosas. Precisamos enfrentar com grandeza a crise ética, moral, econômica e social e sair da beira do abismo, a economia está caótica."

O general disse que já conversou com Bolsonaro sobre a importância deles serem o exemplo para o País. "Precisamos ser o exemplo, é preciso resgatar a noção da patriotismo", finalizou.




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