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Conversa

Dilma chama líderes do Congresso para discutir ajuste e crescimento

Com aprovação de 13% do eleitorado segundo pesquisa Datafolha, a presidente tem enfrentado dificuldades especialmente na Câmara

Publicado em 06/04/2015, às 16h21

Esse é segundo encontro de Dilma com os líderes em menos de um mês / Foto: Roberto Stuckert Filho / PR
Esse é segundo encontro de Dilma com os líderes em menos de um mês
Foto: Roberto Stuckert Filho / PR
Da Folhapress

Com um recorde de rejeição e dificuldades de controlar sua base aliada, a presidente Dilma Rousseff está convidando líderes governistas do Congresso para uma reunião nesta terça-feira (7), quando pretende discutir o ajuste fiscal e medidas para retomada do crescimento do país.

O encontro deve ocorrer no Palácio do Planalto e representa um aceno da petista a deputados e senadores que cobram maior participação e diálogo com o governo na tomada de decisões.

Esse é segundo encontro de Dilma com os líderes em menos de um mês, sendo que no anterior as discussões ocorreram separadamente com a Câmara e o Senado.

O envolvimento dos líderes nas negociações acontece ainda num momento de tensão do Planalto com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que de um fiel aliado se transformou em um apoiador imprevisível e tem ameaçado até mesmo o ajuste fiscal.



Renan tem ampliado as preocupações do governo que já demonstrava incômodo com ações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), considerado desafeto da petista.

"É o processo de aperfeiçoamento da relação, que independente de questões pontuais, está efetivamente pautada pelo diálogo, ainda mais neste momento importante de ajuste", afirmou o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

DIFICULDADES

Com aprovação de 13% do eleitorado segundo pesquisa Datafolha, a presidente tem enfrentado dificuldades especialmente na Câmara.

A Folha de S. Paulo mostrou na semana passada que, em média, 3 de cada 10 membros de siglas aliadas têm votado contra os interesses de Dilma, diferentemente do início de seu primeiro mandato, quando ela contava com a fidelidade de sua base de apoio.

No papel, a presidente mantém uma robusta base: 346 dos 513 deputados. Poderia aprovar alterações na Constituição (são necessários 308 votos), por exemplo.

Efetivamente, porém, votam com o governo, em média, 246 parlamentares, número insuficiente para aprovar qualquer proposta.





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