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Fernando Bezerra Coelho repudia ligação do seu nome com Operação Turbulência

Senador do PSB por Pernambuco foi acusado pela Polícia Federal de ser operador de arrecadação de campanhas de Eduardo Campos com dinheiro proveniente de Lavagem

Publicado em 21/06/2016, às 17h05

Senador tem foro privilegiado e só pode ser julgado no STF / Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Senador tem foro privilegiado e só pode ser julgado no STF
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
JC Online

Apontado pela Polícia Federal (PF) como operador de recursos para as campanhas do PSB de 2010 a 2014, que teria envolvido transações suspeitos, o senador Fernando Bezerra Coelho soltou nota oficial repudiando o envolvimento do seu nome.

Na manhã desta terça-feira (21), a PF deflagrou no Recife a Operação Turbulência. A investigação teve início a partir de análises de movimentações financeiras de empresas envolvidas na aquisição da aeronave que transportava o ex-governador Eduardo Campos em seu acidente fatal durante a campanha presidencial de 2014.

"Fernando Bezerra afirma que não foi coordenador das campanhas de Eduardo Campos, à Presidência da República, nem em 2010 nem em 2014; não tendo, portanto, exercido qualquer função financeira nas campanhas de Campos", diz trecho da nota.

De acordo com a PF, empresas de fachada, em nome de "laranjas", realizavam transações entre si e com outras empresas fantasmas, incluindo algumas investigadas na Operação Lava Jato. O esquema teria movimentado mais de R$ 600 milhões desde 2010.

ÍNTEGRA DA NOTA DE FBC - "Fernando Bezerra Coelho repudia a incorreta vinculação do nome dele à "Operação Turbulência", uma vez que o senador não é sequer mencionado nos autos desta investigação. Além disso, Fernando Bezerra afirma que não foi coordenador das campanhas de Eduardo Campos, à Presidência da República, nem em 2010 nem em 2014; não tendo, portanto, exercido qualquer função financeira nas campanhas de Campos.

Quanto à investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) – ainda não concluída –, Fernando Bezerra Coelho ratifica que sempre esteve à disposição para colaborar com os ritos processuais e fornecer todas as informações que lhe foram e, porventura, venham a ser demandadas. O senador reitera, ainda, que mantém a confiança no trabalho das autoridades que conduzem o processo investigatório no STF, acreditando no pleno esclarecimento dos fatos."



PRISÕES - Os empresários Apolo Santana Vieira (dono da empresa Bandeirantes Companhia Pneus), Arthur Roberto Lapa Rosal, João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho (filho do ex-deputado socialista Luiz Piauhylino) e Eduardo Freire Bezerra Leite e foram alvos de mandados de prisão preventiva.

Os dois primeiros foram detidos no Recife, Apolo Santana estava em uma academia no momento da prisão. Os outros dois foram localizados quando desembarcavam em São Paulo e foram levados para o Recife. O quinto mandado de prisão foi expedido para Paulo César de Barros Morato, que está foragido.

Ao todo foram 60 mandados em Pernambuco, sendo 33 de busca e apreesão, 22 de condução coercitiva e cinco de prisão preventiva. Os presos foram levados para a sede da PF, na área central do Recife. Os envolvidos responderão, na medida de seu grau de participação no esquema criminoso, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica

ACIDENTE - O ex-governador e candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) morreu no dia 13 de agosto de 2014, após a aeronave onde ele estava, um Cessna 560 XL, cair em Santos, litoral de São Paulo. Os dois pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins, Pedro Valadares Neto (assessor), Carlos Augusto Leal Filho, conhecido como Percol (assessor de imprensa), Marcelo Lyra (cinegrafista) e Alexandre Severo (ex-fotográfo deste JC) também morreram no acidente. Por coincidência, Eduardo faleceu no mesmo dia do avô, o ex-governador Miguel Arraes, morto em 2005.

   >>> ESPECIAL - O ADEUS A EDUARDO CAMPOS

A aeronave saiu do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, para o Guarujá, em São Paulo, onde ele tinha evento de campanha. Chovia muito na hora do acidente. O piloto ainda tentou arremeter, mas não conseguir e acabou caindo por cima de algumas casas. As duas caixas-pretas foram encontradas no mesmo dia do acidente.


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