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polícia federal

Foragido da Lava Jato não foi localizado; presos serão encaminhados para Brasília

O empresário Fernando Cavendish não foi encontrado em casa, no Leblon, zona sul do Rio

Publicado em 01/07/2016, às 11h05

A PF espera um contato do advogado de defesa de Cavendish antes de incluir o nome dele na lista da Interpol / Foto: José Cruz/ABr
A PF espera um contato do advogado de defesa de Cavendish antes de incluir o nome dele na lista da Interpol
Foto: José Cruz/ABr
ABr

A Polícia Federal (PF) ainda não localizou o empresário Fernando Cavendish, presidente da empreiteira Delta Construção, que teve a prisão decretada ontem (30) na deflagração da Operação Saqueador, quando foram presas quatro pessoas acusadas de participar de esquema de corrupção e lavagem de dinheiro por meio de obras públicas, envolvendo a construtora. O empresário  não foi encontrado em casa, no Leblon, zona sul do Rio. Ele deixou o país no último dia 22 com destino à Europa. Segundo o delegado Tácio Muzzi, a PF espera um contato do advogado de defesa do acusado, antes de incluir o nome dele na lista da Interpol.

A defesa de Cavendish informou que vai tomar providências judiciais para reverter a decretação de prisão do empresário. Em nota, o advogado dele, Técio Lins e Silva, chamou de “insuportável ilegalidade” e “medida extrema” o pedido de prisão. “A defesa de Fernando Cavendish ficou estarrecida com a decretação de sua prisão”, diz a nota. “A prisão foi requerida nos autos de inquérito policial que tramita há mais de três anos, no qual Fernando Cavendish sempre atendeu às solicitações da autoridade policial, nada justificando a adoção desta medida extrema”.

Outro investigado, Marcelo Abbud, se apresentou espontaneamente à PF, em São Paulo, e deve ser levado para o Rio de Janeiro nesta manhã. Os demais presos na operação, os empresários Carlos Augusto Ramos, Carlinhos Cachoeira, preso em Goiânia, Aldir Assad, preso em São Paulo e o ex-diretor da Delta Construção para a Região Centro-Oeste, Cláudio Abreu, foram transferidos ontem para a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, na Praça Mauá. Depois, encaminhados para o Complexo Penitenciário de Bangu, zona oeste.



PRESO

O empresário Lúcio Bolonha Funaro, preso hoje (1º) durante mais uma fase de Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) da capital paulista e, em seguida, deve ser levado para a sede da superintendência da PF na cidade. De acordo com informações da assessoria de imprensa da PF, logo depois Funaro será encaminhado para custódia da PF em Brasília, em um voo comercial. A PF não informou de qual aeroporto esse voo partirá.

Segundo nota da PF, a operação foi deflagrada em cumprimento a mandados expedidos pelo ministro Teori Zavaski, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A nova etapa da Operação Lava Jato também faz buscas na Friboi, em São Paulo.

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