Jornal do Commercio
Investigação

Anthony e Rosinha Garotinho são presos pela PF no Rio

Parte do esquema foi revelado pelo delator Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais da JBS, em depoimento na Superintendência da PF no Rio, em agosto

Publicado em 22/11/2017, às 08h19

Os dois são acusados de fazerem parte de uma organização criminosa, composta por mais seis pessoas, responsável por arrecadar recursos de maneira ilícita / Foto: Gérson Gomes/Prefeitura de Campos
Os dois são acusados de fazerem parte de uma organização criminosa, composta por mais seis pessoas, responsável por arrecadar recursos de maneira ilícita
Foto: Gérson Gomes/Prefeitura de Campos
JC Online

Os ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho foram presos na manhã desta quarta-feira (22) pela Polícia Federal em Campos dos Goytacazes, interior do Rio. Os dois são acusados de fazerem parte de uma organização criminosa, composta por mais seis pessoas, responsável por arrecadar recursos de maneira ilícita com executivos. O objetivo seria o financiamento das próprias campanhas eleitorais e de aliados, tendo a extorsão como um dos meios de conseguir a verba.

O casal foi levado para a Superintendência da PF na cidade. Fábio Bastos, ex-secretário de governo de Rosinha, é um dos alvods da PF na operação.

Um mandado de prisão mira ainda Antônio Carlos Rodrigues, ex-ministro dos Transportes e presidente nacional do PR.

Garotinho e Rosinha são ainda acusados de corrupção passiva, extorsão, lavagem de dinheiro e de omitir doações nas prestações de contas, considerado crime eleitoral.

Delação

Parte do esquema foi revelado pelo delator Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais da JBS. No último dia 24 de agosto, em depoimento na Superintendência da PF no Rio, ele afirmou ter repassado a Garotinho o equivalente a R$ 2,6 milhões por meio de caixa dois. O dinheiro seria destinado à campanha do político ao governo do estado em 2014.

De acordo com Saud, o valor era parte de um montante de R$ 20 milhões repassado pela JBS em troca do apoio do PR ao PT na eleição de 2014.



A quantia representava uma "poupança" proveniente de benefícios irregulares que a empresa conseguia, como linhas de crédito no BNDES.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) explica no pedido de prisão preventiva que a organização criminosa segue em atividade, atuando na intimidação de testemunhas e na obstrução de investigações.

O MP informou que o esquema operou em todas as eleições de 2010 a 2016. Além de Saud, outro delator, André Luiz da Silva Rodrigues, afirmou que existe uma conexão com a JBS.

O empresário é sócio da Ocean Link, grupo que manteve um contrato de fachada com a JBS, meio usado como caminho para o dinheiro chegar à campanha de Garotinho.

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