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Gilmar Mendes manda soltar Milton Lyra, suposto operador do MDB

Lyra é apontado pela PF como lobista do MDB em um bilionário esquema de fraudes com recursos de fundos de pensão Postalis, dos Correios, e no Serpros

Publicado em 15/05/2018, às 18h53

Gilmar decretou que Lyra fica proibido de manter contato com os demais investigados e proibido de deixar o País sem autorização / Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE
Gilmar decretou que Lyra fica proibido de manter contato com os demais investigados e proibido de deixar o País sem autorização
Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE
Estadão Conteúdo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar o empresário Milton Lyra, apontado como operador do MDB, em decisão desta terça-feira (15). Ele estava em prisão preventiva desde abril, em razão da Operação Rizoma. Lyra entrou com pedido de liberdade no Supremo em 8 de maio, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manter o empresário na prisão

Lyra é apontado pela Polícia Federal como lobista do MDB em um bilionário esquema de fraudes com recursos de fundos de pensão Postalis, dos Correios, e no Serpros. Em parecer enviado na última sexta-feira, 11, ao STF, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, havia pedido a manutenção da prisão do empresário.

Operação Rizoma

Rizoma foi deflagrada por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Criminal Federal do Rio. O magistrado decretou a prisão de 10 investigados e buscas em 21 endereços. A decisão apontou dez movimentações financeiras feitas por Milton Lyra totalizando US$ 1 milhão. No parecer, Raquel ressalta que o valor foi entregue em empresas das quais Lyra era sócio, em São Paulo. Foram mencionadas outras movimentações, realizadas entre 2010 e 2014, superando R$ 14 milhões.



Em troca da prisão preventiva, Gilmar decretou que Lyra fica proibido de manter contato com os demais investigados, e também proibido de deixar o País sem autorização da Justiça, devendo entregar seu passaporte em até 48 horas.

"Os supostos crimes são graves, não apenas em abstrato, mas em concreto, tendo em vista as circunstâncias de sua execução. Muito embora graves, esses fatos são consideravelmente distantes no tempo da decretação da prisão. Teriam acontecido entre 2011 e 2016", afirma Gilmar na decisão.


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Comentários

Por CIDADÃ,16/05/2018

Graaaaaaande Gilmar Mendes! Cada vez mais rico hein? Quanto deve receber por cada habeas corpus desse?

Por Luiz Félix de Freitas Silva,15/05/2018

Quando menos a gente esperar, ele manda soltar lujladrão, sérgio cabral (tudo com letra minúscula) e os demais bandidos. Esse ministro de meia-tigela é mesmo um inútil. Deve ser fazer parte da farinha azeda e do mesmo saco. Um cidadão indignado. Luiz Félix.



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