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90 DIAS SEM RESPOSTA

Anistia Internacional cobra atuação mais ativa do MP no caso Marielle

O pai e a viúva de Marielle participaram do ato e se reuniram com o procurador-geral do Ministério Público do Rio de Janeiro pedindo empenho na solução do caso

Publicado em 13/06/2018, às 14h49

Para a Anistia Internacional, é importante que o sigilo seja preservado, mas o silêncio sobre o caso reforça a sensação de impunidade / Foto: Tânia Rêgo/ ABr
Para a Anistia Internacional, é importante que o sigilo seja preservado, mas o silêncio sobre o caso reforça a sensação de impunidade
Foto: Tânia Rêgo/ ABr
ABr

A Anistia Internacional organizou uma manifestação na manhã desta quarta-feira (13) para cobrar do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro um papel mais ativo nas investigações dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, que completam 90 dias nesta quinta-feira (14).

A assessora de Direitos Humanos da entidade, Renata Neder; a viúva de Marielle, Mônica Benício, e o pai da vereadora, Antônio Francisco da Silva, além de participarem do ato, se reuniram com o procurador-geral do Ministério Público do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, para pedir a atuação estratégica do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) e do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

"A gente espera que o procurador-geral se pronuncie reafirmando seu compromisso absoluto com a solução adequada desse caso", disse Renata, que destacou que o Ministério Público precisa averiguar se a condução das investigações tem sido adequada e se não há negligência.

A entidade entregou um ofício ao procurador-geral. Ele reafirmou o compromisso com a elucidação dos crimes. "É importante que cheguemos aos verdadeiros culpados. É obvio que uma investigação dessa magnitude, dessa complexidade, leva um período significativo, e não estamos abrindo mão de qualquer tipo de informação ou relacionamento".



Marielle e Anderson foram assassinados em 14 de março, e as investigações sobre o crime seguem sob sigilo, apesar de uma série de informações já terem sido divulgadas pela imprensa.

Para a Anistia Internacional, é importante que o sigilo seja preservado, mas o silêncio sobre o caso reforça a sensação de impunidade.

"É uma questão de priorizar recursos, priorizar tempo, priorizar atenção e se decidir politicamente que esse caso não vai ficar sem solução. E é isso que a gente espera das autoridades, que se comprometam publicamente", disse Renata.

A diretora executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck, também cobrou do Ministério Público. “Para garantir a competência e independência na apuração do caso, o Ministério Público deve exercer seu poder de investigação e cumprir seu papel de controle externo das atividades policiais através de seus grupos especializados. É preciso ainda que o processo seja realizado em tempo hábil, siga todos os padrões éticos e o devido rito legal”.





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