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STF

Fux dá 48 horas para Temer se manifestar sobre preço mínimo dos fretes

Sem concordar com MP assinada por Temer, associação de transportes entrou com ação no STF pedindo inconstitucionalidade

Publicado em 13/06/2018, às 19h41

O tempo corre contra o presidente / Foto: Agência Brasil
O tempo corre contra o presidente
Foto: Agência Brasil
Estadão Conteúdo

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 48 horas para o presidente Michel Temer, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Secretaria de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência - vinculada ao Ministério da Fazenda - e a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) se manifestarem sobre a medida provisória que estabeleceu o preço mínimo dos fretes.

A decisão de Fux foi tomada no âmbito de uma ação direta de inconstitucionalidade movida pela Associação do Transporte Rodoviário de Cargas do Brasil (ATR Brasil) contra a medida provisória. A associação alega que a tabela "decreta o fim da livre iniciativa e da concorrência para 'acalmar' uma categoria furiosa, irá, ao fim e ao cabo, liquidar as empresas de transporte rodoviário de 'commodities'".

"Considerando a premente necessidade de solucionar a controvérsia ora apontada, em razão da comoção social apresentada em episódios de fechamento forçado de rodovias, resultando em desabastecimento de bens básicos por todo o país, faz-se mister reduzir os prazos de manifestação sobre o pleito cautelar previstos no art. 10 da Lei n.º 9.868/99", escreveu Fux, em decisão assinada nesta quinta-feira.



"Assim, preserva-se o contraditório possível no caso concreto, sem penalizar a sociedade com o atraso na prestação jurisdicional", determinou o ministro.

Fux também é relator de outra ação que questiona o tabelamento de preços mínimos de frete, apresentada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) na última terça-feira (12).


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Comentários

Por Isaac,14/06/2018

O Brasil tem sido alvo de tantos descalabros que tem afetado sua economia, que só mesmo um país muito rico e capaz conseguiria aguentar. Não bastasse toda a turbulência catastrófica econômica causada pela lava jato, essa paralisação e suas consequências econômicas e jurídicas altamente deletérias para nosso país. Precisamos defender nossa economia e empresas de problemas, pois sem isso nossa renda e empregos é que sofrem.



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