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TRF-4

Raquel Dodge afirma que Rogério Favreto pressionou PF para soltar Lula

A procuradora-geral pediu ao STJ que abra investigação contra o desembargador

Publicado em 12/07/2018, às 09h30

Raquel Dodge relata que o desembargador se dirigiu
Raquel Dodge relata que o desembargador se dirigiu "à autoridade policial, fixando prazo em horas para que cumprisse sua decisão, chegando a cobrar pessoalmente ao telefone o seu cumprimento".
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Estadão Conteúdo

Ao pedir abertura de inquérito pelo crime de prevaricação contra o desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a procuradora-geral Raquel Dodge afirma que o magistrado pressionou a Polícia Federal para soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seguindo sua decisão emitida nesse domingo (8). 

Plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Favreto expediu duas decisões que mandavam soltar Lula, posteriormente derrubadas pelo presidente da Corte, Thompson Flores, e pelo relator da Lava Jato, João Pedro Gebran Neto. O STJ também rejeitou habeas corpus a Lula.

A procuradora-geral pediu ao STJ que abra investigação contra o desembargador e moveu reclamação no CNJ pedindo sua aposentadoria compulsória. Para Raquel, ele agiu de maneira partidária e "desonrou a higidez e a honorabilidade de seu cargo".



Raquel Dodge relata, no pedido e na representação, que o desembargador se dirigiu "à autoridade policial, fixando prazo em horas para que cumprisse sua decisão, chegando a cobrar pessoalmente ao telefone o seu cumprimento".

A procuradora-geral atribui o comportamento dele ao seu histórico dentro do PT e ao desejo de favorecer Lula. "As notórias e estreitas ligações afetivas, profissionais e políticas do representado com o réu, cuja soltura ele determinou sem ter jurisdição no caso, explicam a finalidade de sua conduta para satisfazer interesses pessoais e os inexplicáveis atos judiciais que emitiu e os contatos que fez com a autoridade policial para cobrar urgência no cumprimento de suas decisões", argumenta.

Defesa

O desembargador Rogério Favreto afirmou que não vai se manifestar e que ainda não teve ciência do conteúdo das representações da PGR.


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Comentários

Por Antonio Gomes,12/07/2018

Se esse jurista não tinha a competência de soltar o pai dos criminosos, dentro da lei, então ele agiu de forma obscura, sombria e inescrupulosa contra o estado de direito e em especial, a justiça, encaixando-se totalmente como: um fora da lei. Ou estamos dentro da lei ou fora dela, não existe meio termo. O que a PGR está propondo a justiça, para o denunciado, em relação à aposentadoria compulsória, é um prêmio para quem cometeu um crime de alta gravidade. Num país sério, ele seria julgado, condenado no mínimo a 30 anos de prisão, sem direito a aposentadoria, por crime de lesa-pátria.



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