Jornal do Commercio
LAVA JATO

Banqueiro ligado a Sérgio Cabral e Eike Batista é preso em operação da PF

O bancário será preso durante a Operação Hastag, derivada da Operação Lava Jato no Rio, nesta sexta-feira (3)

Publicado em 03/08/2018, às 08h49

O banqueiro foi preso na manhã desta sexta-feira (3), no Rio de Janeiro. / Foto: EBC
O banqueiro foi preso na manhã desta sexta-feira (3), no Rio de Janeiro.
Foto: EBC
Agência Brasil

A Polícia Federal prendeu o bancário Eduardo Plass, dono da TAG Bank e sócio da corretora Opus Participações, na manhã desta sexta-feira (3), no Rio de Janeiro. Segundo as informações do Congresso em Foco, Plass é acusado de participar do esquema de corrupção, de lavagem de dinheiro através de uma joalheria, do ex-governador Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista. Outros dois mandados serão cumpridos. 

O cumprimento do mandado acontece durante a Operação Hastag, da PF e do Ministério Público Federal, que é um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio. Segundo o MPF, o esquema consistia no recebimento de dinheiro em espécie por diretores de uma joalheria em Ipanema, na zona sul do Rio, e na posterior transferência de valores para uma empresa offshore de fachada. 

Essa empresa, por sua vez, enviava o dinheiro para outra empresa offshore de fachada que, por fim, encaminhava os valores para a holding do mesmo grupo da joalheria.

Ainda de acordo com o Congresso em Foco, as empresas em paraísos fiscais do banqueiro foram utilizadas na compra de jóias por Sérgio Cabral, no valor de R$ 150 milhões. Além disso, uma conta no TAG Bank foi utilizada para o pagamento de Eike Batista, em uma transferência da Operação Eficiência.   



Aparência de legalidade

Ainda segundo o MPF, para dar aparência de legalidade às transações, a equipe de Eduardo Plass assinava contratos fictícios de empréstimos com os diretores da joalheria, forjados como se fossem empréstimos. 

O esquema aconteceu entre 2009 e 2015, quando foi, segundo o MPF, cometida uma série de crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, pelos diretores da joalheria, que agora colaboram com as investigações do MPF, e pelos alvos da operação de hoje: Eduardo Plass, Maria Ripper Kos e Priscila Moreira Iglesias (ambas sócias de Plass).

Foram entregues no exterior 24,3 milhões de dólares, o equivalente a mais de R$ 90 milhões. O MPF pediu o bloqueio deste valor a título de reparação de danos e valor equivalente a título de danos morais, totalizando
R$ 181 milhões.




Os comentários abaixo são de responsabilidade dos respectivos perfis do facebook.

OFERTAS

Especiais JC

Especial Nova Rotação Especial Nova Rotação
As cidades estão entrando em colapso. Refletem o resultado da mobilidade urbana convencional, um mal incorporado à sociedade e de difícil enfrentamento.Mas o momento de inverter essa lógica é agora. Criar uma nova rotação para as cidades, para as pessoas
JC Recall de Marcas 2019 JC Recall de Marcas 2019
Pitú e Vitarella são as marcas mais lembradas pelo consumidor pernambucano, de acordo com a edição 2019 do Prêmio JC Recall de Marcas. O ranking foi feito a partir de levantamento do Harrop Pesquisa para o Jornal do Commercio.
Especial Tempo de Férias Especial Tempo de Férias
O tempo das férias finalmente chegou e com ele os vários planos sobre o que fazer no período livre. O JC traz algumas dicas de como otimizar o período para voltar renovado do merecido descanso.

    SIGA-NOS

    LICENCIAMENTO

  • Para solicitação de licenciamento, contactar editores@ne10.com.br

Jornal do Commercio 2019 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE |

PRIVACIDADE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM