Jornal do Commercio
Lava Jato

Lava Jato denuncia Palocci e Mantega por lavagem de dinheiro

Ex-ministros teriam recebido propina da Odebrecht

Publicado em 10/08/2018, às 21h35

Parte do valor teria sido repassada aos publicitários para ser usada na campanha eleitoral de 2014 / Fotos: Agência Brasil
Parte do valor teria sido repassada aos publicitários para ser usada na campanha eleitoral de 2014
Fotos: Agência Brasil
ABr

A força-tarefa de investigadores da Operação Lava Jato apresentou nesta sexta-feira (10) à Justiça denúncia contra os ex-ministros da Fazenda Antônio Palocci e Guido Mantega pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Executivos da empreiteira Odebrecht e os publicitários Mônica Moura e João Santana também foram denunciados.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), três ex-diretores da empresa ofereceram vantagens ilícitas aos ex-ministros para que ajudassem na edição de uma medida provisória de interesse da empresa. Segundo a investigação, foram disponibilizados R$ 50 milhões em uma conta do setor de propinas da empresa, que ficou à disposição dos acusados. Parte do valor teria sido repassada aos publicitários para ser usada na campanha eleitoral de 2014.

"Durante as investigações ficou comprovado que, ao longo dos anos de 2008 e 2010, houve intensa negociação entre Marcelo Odebrecht e, sucessivamente, Antônio Palocci e Guido Mantega, para a edição de medida provisória que beneficiasse as empresas do grupo Odebrecht e permitisse a solução de questões tributárias do grupo. O objetivo da manobra legislativa era permitir o pagamento parcelado de tributos federais devidos, com redução de multa, bem como sua compensação com prejuízos fiscais", diz o MPF.



Outro lado

A defesa de Palocci informou que vai se pronunciar somente após ter acesso à denúncia. O ex-ministro assinou acordo de delação premiada com Polícia Federal (PF). Ele está preso desde setembro de 2016 em função das investigações da Operação Lava Jato.

O casal de publicitários Mônica Moura e João Santana, além dos executivos, assinaram acordo de delação premiada e confessaram os crimes.

A reportagem entrou em contato com advogado do ex-ministro Mantega, mas ainda não obteve retorno.  


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