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PREVIDÊNCIA MILITAR

Por mudanças na Previdência, militares pedem reajuste a Bolsonaro

Proposta foi entregue durante compromissos do presidente eleito no Ministério da Defesa e nos comandos das Forças

Publicado em 08/11/2018, às 17h58

Proposta foi entregue durante compromissos do presidente eleito no Ministério da Defesa e nos comandos das Forças / Foto: Sargento Marfim/Ministério da Defesa
Proposta foi entregue durante compromissos do presidente eleito no Ministério da Defesa e nos comandos das Forças
Foto: Sargento Marfim/Ministério da Defesa
JC Online

O presidente da República eleito Jair Bolsonaro (PSL) e o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, receberam nesta semana da cúpula das Forças Armadas uma proposta de reforma da Previdência dos militares associada a um reajuste dos salários dos generais de mais alta patente. Este reajuste levaria a aumentos em cascata dos salários na hierarquia militar.

Segundo informações do jornal o 'O Globo', a proposta foi apresentada ao capitão da reserva e ao economista durante uma agenda do futuro presidente no Ministério da Defesa e nos comandos das Forças Armadas. Os militares manifestaram que aprovariam as mudanças na Previdência, desde que, em um mesmo projeto que trate do assunto, também sejam reajustados os salários da classe.

Proposta

A proposta de reforma da Previdência dos militares, manifestada a Bolsonaro e Guedes, contempla os seguintes pontos:

1) ampliação do prazo de permanência dos militares na ativa — e, portanto, de contribuição — de 30 para 35 anos;

2) idade mínima para aposentadoria de 55 anos, para homens e mulheres; e

3) contribuição a ser paga também por cabos, soldados, alunos das escolas de formação militar e pensionistas.

Por outro lado, em um mesmo projeto de lei que trate de eventual reforma da Previdência, a cúpula das Forças pede a especificação de aumento de salários aos generais de mais alto posto, com equiparação à remuneração de um ministro do Superior Tribunal Militar (STM).



O subsídio de um ministro do STM é de R$ 32 mil. No Supremo Tribunal Federal (STF), um ministro ganha R$ 33,7 mil, valor que será reajustado agora para R$ 39,2 mil, conforme aprovado ontem pelo Senado. Alguns ministros do STM recebem vantagens pessoais, o que eleva os salários para até R$ 36,5 mil.

Fontes ouvidas pelo 'O Globo' relatam que Bolsonaro teria achado "crível" a proposta. Guedes ficou de analisar os dados apresentados e manifestou que sua prioridade, agora, é tentar fazer aprovar os principais pontos da proposta de reforma da Previdência apresentada pelo presidente Michel Temer na qual os militares ficaram fora.

Integrantes das Forças Armadas manifestaram a Bolsonaro e Guedes a possibilidade de que a reforma da Previdência dos militares seja resolvida por um projeto de lei, enquanto a mudança no regime geral depende de uma mudança da Constituição, por meio de PEC. Eles querem, porém, que um projeto de lei só seja apresentado quando as mudanças já tiverem sido efetivadas para os civis.

*As informações são do jornal 'O Globo'.



Comentários

Por Cadê as "mudanças", boas?,09/11/2018

Toma eleitor do Bolso, as "mudanças" que virão para o povo brasileiro! Uma reforma previdenciário com privilégios para os militares, além de aumento; aumento para os ministros do STF e congressistas; mais agrotóxicos na comida dos brasileiros; fim do Ministério do Trabalho e do mínimo de proteção para os trabalhadores; e tudo isso em 12 dias pós eleição! Quantas "bondades" virão em 4 anos de mandatos, se conseguir chegar ao fim do mesmo?

Por silva ribeiro,09/11/2018

É tudo muito simples. Basta o novo governo determinar que os salários dos funcionários públicos em todos os poderes, do presidente ao gari, dos ministros do STF ao mais simples funcionário da justiça, dos deputados e senadores, o mesmo para estados e municípios, sejam estabelecidos em função do salário mínimo. Então um ministro do STF ganharia 30 SM, os deputados e senadores 29 SM, e os salários dos demais cargos seriam estabelecidos por uma tabela de quantidade de SM, tendo como base a qualificação funcional. Começaria com um SM para os cargos de nivel primario, dois a tres SM para os cargos de nivel secundario, quatro a cinco para o nivel medio, seis a sete para professores do ensino fundamental, oito a nove para professores universitarios, dez a onze para graduados em curso superior, treze a quatorze para cargos de nivel mestrado, quinze a deszeseis para nivel doutorado. do nivel dezessete aos demais ficariam para cargos com rpomoção por qualificação profissional em função do cargo. Assim, o aumento de todos os funcionarios publicos ficaria ligado ao SM e somente haveria aumento quando o SM do pov aumentasse. Ninguem e nenhum poder poderia decretar aumento para si proprio. Só o governo poderia aumentar o valo do salario minimo e todos os funcioarios publicos receberiam o mesmo indice. No setor privado é livre para negociar. Fica a sugestão.

Por aldiR,09/11/2018

corporativismo e enganação deverão ser a fonte

Por alan,09/11/2018

Começaram a cavar a cova...

Por Helder,09/11/2018

O Brasil não é um país democrático. É um país corporativista. Cada um defende o seu grupo. Cada um pra si e Deus pra ninguém.



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