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Estatísticas

Crítica de Bolsonaro ao IBGE é 'perigosa', diz OIT

O presidente eleito chamou de "farsa" os números atuais sobre desemprego, divulgamentos mensalmente pelo IBGE

Publicado em 09/11/2018, às 08h37

"Ele questiona de uma maneira agressiva uma definição internacional", afirma o chefe das estatísticas do OIT sobre Bolsonaro
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Estadão Conteúdo

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) saiu em defesa do IBGE por causa das declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) em que ele desqualifica a produção de dados de desemprego no País. Um dos diretores da entidade procurou o FMI e a OCDE para pedir vigilância diante de possíveis ações do novo governo.

Bolsonaro chamou de "farsa" os números atuais, divulgados mensalmente pelo órgão, vinculado ao Ministério do Planejamento e disse que vai mudar a metodologia de cálculo dos desempregados Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Rafael Diez de Medina, chefe de estatísticas e diretor do Departamento de Estatísticas da OIT, diz que a declaração é "perigosa".

"Ele questiona de uma maneira agressiva uma definição internacional", afirma. Para Medina, o que preocupa é uma eventual erosão da independência das estatísticas diante do poder público. "A intromissão do sistema político é um perigo", insistiu. "Uma das premissas é a independência das estatísticas e autonomia com o objetivo de evitar a interferência política nessa elaboração. E isso implica seguir os padrões internacionais", defendeu.



OIT está preocupada sobre o futuro das estatísticas oficiais no Brasil

Em uma mensagem publicada nas redes sociais, Medina saiu em apoio do IBGE. "A OIT apoia fortemente a metodologia seguida pelo IBGE para estimar o emprego e o desemprego, seguindo padrões internacionais", escreveu.

Em uma outra mensagem, ele vai além e aponta que está "extremamente preocupado sobre o futuro das estatísticas oficiais no Brasil". "O sistema internacional de estatísticas estará em alerta e pronto para reagir a esses tipos de reações na Era Pós Verdade", criticou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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Comentários

Por Francisco Diniz ,09/11/2018

Asno é quem acha que isso é mentira. Vai procurar lá no site do IBGE que você vai quer é essa a metodologia.

Por Bozoasno,09/11/2018

"uem recebe bolsa família e quem não está ativamente procurando emprego é considerado empregado." A turma é tão idiota que repete as mesmas burrices. como se fosse uma só voz.

Por LYRA,09/11/2018

Nunca acreditei nessas pesquisas vindas desses órgãos governamentais, acho realmente que são em sua maioria uma grande farsa, principalmente quando levamos a coisa para o lado OBSCURO da inflação pois, quem faz feiras com seu dinheiro, obtido de forma suada e honesta, que não é o caso dos políticos, sabe que esses números são mentirosos mas, o tal DITADOR BOLSA NO ARO nada fará diferente dos outros tantos BANDIDOS que já passaram pela presidência dessa zona pois, quem diz ter gasto de forma legal R$2,4 milhões em sua campanha, ao tempo que Haddad diz ter gasto da mesma forma, R$32 milhões, é querer fazer o povo brasileiro ainda mais idiota do que já somos ou ele gastou o complemento, R$28 milhões pelo conhecido caixa 2.

Por luciano santos,09/11/2018

deixem de mi mi mi e deixem o homem trabalhar. ele apenas ira acabar com resultados manipulados e vendidos que toda a vida os institutos de pesquisas do Braasil sempre utilizaram.

Por Francisco Diniz,09/11/2018

Não Carlos, seu imbecil... As estatística são manipuladas pelo governo nojento do PT. Bolsonaro vai ajustar e a taxa vai aumentar isso sim: Atualmente, quem recebe bolsa família e quem não está ativamente procurando emprego é considerado empregado. Vai lá comer um pãozinho com mortadela agora... Trouxa!



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