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FEDERALIZAÇÃO

Jungmann defende que caso Marielle permaneça com autoridades do Rio

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que espera que a federalização das investigações de Marielle não ocorra

Publicado em 19/12/2018, às 15h06

A transferência da coordenação das investigações do âmbito estadual para o federal foi pedida pelo vereador Marcello Siciliano / Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil
A transferência da coordenação das investigações do âmbito estadual para o federal foi pedida pelo vereador Marcello Siciliano
Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil
ABr

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse, nesta quarta-feira (19), que espera que a federalização das investigações em torno do assassinato de Marielle Franco não ocorra, por confiar que as autoridades atualmente encarregadas do caso irão desvendá-lo.

"A federalização depende do Ministério Público Federal, que é quem faz a federalização. O que eu tenho dito e vou repetir aqui é que a Polícia Federal está pronta para entrar no caso Marielle, como sempre esteve. E a nossa expectativa é de que se resolva pelos meios do Rio de Janeiro. Caso isso não seja possível, a Polícia Federal permanece a postos e a disposição para ajudar e contribuir no esclarecimento e elucidação desse bárbaro crime", disse Jungmann.

A transferência da coordenação das investigações do âmbito estadual para o federal foi pedida ontem pelo vereador Marcello Siciliano, sobre o qual pairam suspeitas de envolvimento no assassinato da ativista.



O ministro também pontuou que são a vocação e a atuação de Marielle o que infunde a imprescindibilidade de o caso ser solucionado. "Ela era uma representante popular, era uma mulher que defendia comunidades e outros setores. Portanto, o ataque a ela e a morte dela é também um atentado à democracia. Por isso é tão importante para o Brasil esclarecer esse crime de uma vez por todas".

Intervenção

Perguntado sobre a possibilidade de o presidente eleito, Jair Bolsonaro, promover mudanças na intervenção no Rio de Janeiro tão logo assuma o Executivo, o ministro disse que há procedimentos a serem seguidos. "Eu creio que não. Primeiro porque, enquanto ela [a intervenção] durar, você não pode emendar a Constituição. E o presidente eleito tem, obviamente, projetos, acredito eu, como outros que o antecederam, no início do mandato, de emendar a Constituição. E você não pode emendar nenhuma emenda constitucional se tiver uma intervenção em um estado, ainda que setorial". 

O ministro disse, ainda, não vislumbrar brechas para prejuízos, independentemente de qualquer decisão de Bolsonaro. "Quanto a prejuízo, acho que a intervenção está deixando um planejamento. Se ele for seguido, acho que não haverá nenhum prejuízo, porque a intervenção apresentou resultados positivos até aqui e eles precisam ter continuidade. Tendo continuidade, não há prejuízo".




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