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SENADOR ELEITO

Flávio Bolsonaro diz que não vai se afastar do cargo de senador

Com o caso Queiroz alcançando grande repercussão, o filho mais velho de Bolsonaro também afirmou que sofre ''grande perseguição política''

Publicado em 24/01/2019, às 21h02

O relatório do Coaf mostrou que Flávio recebeu em sua conta depósitos fracionados no valor de R$ 2 mil cada no total de R$ 96 mil / Reprodução de vídeo/SBT
O relatório do Coaf mostrou que Flávio recebeu em sua conta depósitos fracionados no valor de R$ 2 mil cada no total de R$ 96 mil
Reprodução de vídeo/SBT
JC Online e Estadão Conteúdo
Atualizada às 21h22

Com o caso Queiroz alcançando grande repercussão, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) concedeu mais uma entrevista ao SBT, exibida na noite desta quinta-feira (24). O filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não vai se afastar do cargo que assumirá no dia 1º de fevereiro e alegou estar sendo alvo de uma "grande perseguição política".

"Não sei nem de onde surgiu essa história, vou tomar posse e trabalhar muito pelo Rio de Janeiro e pelo Brasil, pode ter certeza. Não vou me afastar e quero aproveitar a oportunidade para falar para todo o Brasil sobre a grande perseguição política que estou sofrendo", disse.

Relatório do Coaf

Flávio foi citado em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que detectou movimentações financeiras atípicas em contas bancárias de servidores e ex-servidores da Casa. Na entrevista, ele alegou que teve seu sigilo bancário quebrado pelo Ministério Público do Rio irregularmente. Os procuradores rebatem a alegação, e dizem que o Coaf encaminhou informações ao MP espontaneamente, por meio de protocolo que existe entre as agências para combater lavagem de dinheiro.

"Tenho a convicção de que o Supremo (Tribunal Federal), ao ingressar no teor dessa minha reclamação, em que eu aponto as irregularidades com provas documentais, com cópia do próprio processo, esse entendimento vai ser pacífico de que houve, sim, quebra do meu sigilo sem autorização judicial", disse. Ele se referia ao processo que culminou com a decisão do ministro Luiz Fux de suspender a investigação contra Queiroz, até que o relator do caso no STF decida sobre o caso. "Não fui lá pedir foro privilegiado", completou Flávio.

Na quarta-feira (23), o presidente Bolsonaro havia dito à RecordTV que a pressão que seu filho está sofrendo em função de movimentações suspeitas em sua conta tem o objetivo de atingir seu governo. "Eu acredito nele, a pressão enorme em cima dele é para tentar me atingir".



Os desdobramentos de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre as movimentações financeiras atípicas do ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz, e de outros assessores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), continuam ganhando novos capítulos. Agora ele será investigado pela Receita Federal.

Depósitos fracionados

O relatório do Coaf mostrou que Flávio recebeu em sua conta depósitos fracionados no valor de R$ 2 mil cada no total de R$ 96 mil, além do pagamento de título da Caixa de R$ 1 milhão. Os dois casos estariam relacionados à compra de imóveis. Flávio disse em entrevista que recebeu R$ 96 mil em dinheiro vivo. A Receita tem como investigar se essa explicação é coerente com os fatos cruzando os dados dele e do vendedor.

Com relação a Queiroz, o Coaf identificou movimentações suspeitas numa conta que movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Além disso, as informações do Coaf revelam que ele recebeu pagamento em sua conta de ao menos oito funcionários do gabinete de Flávio. 

Flávio Bolsonaro diz que é contra milícias

Durante a entrevista ao SBT, Flávio também disse que é "contra milícias", e que frases que ele havia dito sobre o tema, em um debate na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2007, foram tiradas de contexto.

 




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