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RIO DE JANEIRO

Ex-presidente Michel Temer é preso pela Lava Jato

O ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, também é alvo de mandado de prisão.

Publicado em 21/03/2019, às 11h23

O ex-presidente Michel Temer (MDB) foi preso na manhã desta quinta-feira (21) pela Força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro / Foto: Antonio Cruz/ABr
O ex-presidente Michel Temer (MDB) foi preso na manhã desta quinta-feira (21) pela Força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro
Foto: Antonio Cruz/ABr
JC Online
Atualizada às 16h14

O ex-presidente Michel Temer (MDB) foi preso na manhã desta quinta-feira (21) em São Paulo pela Força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro. O ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, também são alvos de mandado de prisão. Franco foi preso no Rio de Janeiro.

Segundo apontam as investigações, o esquema liderado pelo ex-presidente movimentou R$ 1,8 bilhão de órgãos públicos e empresas estatais.

Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, responsável pela Lava Jato no Estado. O magistrado tomou como base a delação de José Antunes Sobrinho, dono da Engevix. Ele disse à PF que pagou R$ 1 milhão em propina ao grupo do MDB com conhecimento de Temer, em troca de favorecimento no contrato de projeto da Usina de Angra III.

A Polícia Federal (PF) tentava rastrear e confirmar a localização de Temer desde a quarta-feira (20). Por causa disso, a operação prevista para as primeiras horas da manhã desta quinta-feira atrasou.



MDB fala em 'postura açodada da Justiça'

Em nota, o partido do ex-presidente, o MDB, lamentou a prisão e criticou a Justiça. "O MDB lamenta a postura açodada da Justiça à revelia do andamento de um inquérito em que foi demonstrado que não há irregularidade por parte do ex-presidente da República, Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco. O MDB espera que a Justiça restabeleça as liberdades individuais, a presunção de inocência, o direito ao contraditório e o direito de defesa", disse a nota.

Trajetória

37º presidente da República do Brasil, Temer assumiu o posto em 31 de agosto de 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff, e ficou no cargo até dezembro de 2018.

Em 2014, Temer foi eleito vice-presidente na chapa de Dilma pela segunda vez consecutiva. O emedebista chegou a ser o coordenador político da então presidente, mas os dois se distanciaram logo no início do segundo mandato da petista.

Formado em direito, Michel Temer começou a carreira pública nos anos 1960, quando assumiu cargos no governo de São Paulo. No fim da ditadura miliar, nos anos 1980, ele foi deputado constituinte. Anos depois foi eleito deputado federal por quatro vezes seguidas, sempre por São Paulo. Chegou a ser presidente do PMDB por 15 anos, posto que só deixou em 2017.




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