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Prisão

Zé Dirceu é transferido para prisão da Lava Jato

A Lava Jato sustenta que Zé Dirceu pegou propinas em contrato superfaturado da Petrobrás

Publicado em 19/05/2019, às 15h12

A prisão do ex-ministro foi decretada pelo TRF-4, sediado em Porto Alegre / Foto: Agência Brasil
A prisão do ex-ministro foi decretada pelo TRF-4, sediado em Porto Alegre
Foto: Agência Brasil
Estadão Conteúdo

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado a 8 anos e dez meses de reclusão por corrupção e lavagem de dinheiro, foi transferido no sábado (18) da Polícia Federal para o Complexo Médico-Penal de Pinhais, localizado nos arredores de Curitiba. Dirceu se apresentou à PF na noite de sexta-feira, cinco horas e meia depois do prazo determinado pelo juiz Luiz Antonio Bonat, da 13.ª Vara Criminal de Curitiba. O ex-ministro viajou de carro de Brasília para Curitiba e alegou que houve um "acidente no caminho".

Estão presos ou já passaram por Pinhais figuras-chave da Lava Jato, como o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque.

A prisão do ex-ministro foi decretada pelo TRF-4, sediado em Porto Alegre, na quinta (16). Os desembargadores negaram embargos de Dirceu e mandaram prendê-lo, seguindo jurisprudência do Supremo que autoriza execução provisória de pena de condenados em segunda instância.



Propina

A Lava Jato sustenta que Zé Dirceu pegou propinas em contrato superfaturado da Petrobrás com a empresa Apolo Tubulars, fornecedora de tubos para a estatal, entre 2009 e 2012, quando o petista já não ocupava cargo no governo Lula. Segundo a força-tarefa do Ministério Público Federal, parte dos valores do contrato da Petrobrás, que chegaram a R$ 7.147 425,70, foi repassada a Duque, ex-diretor da Petrobrás, e parte a Dirceu.

Para disfarçar o caminho do dinheiro, o ex-ministro e seu irmão, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, teriam usado a empresa Credencial para receber R$ 700 mil – o restante teria sido usado para bancar despesas com uso de aeronaves em mais de 100 vôos realizados pelo ex-ministro.




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